Megaoperação para combater roubo de explosivos começa nesta terça-feira

Além de órgãos de segurança pública de Minas Gerais, Exército participará da megaoperação

Megaoperação para combater roubo de explosivos começa nesta terça-feira

Uma megaoperação para combater o roubo de produtos controlados, especialmente os materiais explosivos, foi iniciada na manhã desta terça-feira, 16 de outubro, em Minas Gerais. Intitulada de “Forças de Minas”, a ação é realizada pela Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), Exército Brasileiro, por meio da 4ª Região Militar, Polícia Militar, Polícia Civil, Receita Estadual e pelo Ministério Público Estadual.

A operação  tem como objetivo verificar a regularidade da gestão de produtos controlados por parte de empresas, entidades ou pessoas autorizadas para se evitar episódios como o ocorrido na madrugada do último dia 1º, quando um caixa eletrônico do Bradesco que ficava dentro do Supermercado Caminho Novo, em Itabira, foi explodido por bandidos. O Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) recebeu a denúncia da explosão e de imediato diversas viaturas foram avisadas e foram para o local. Quando chegaram, os policiais percebem a detonação. O mesmo terminal já havia sido alvo de bandidos, que há cerca de um ano tentaram explodir o caixa eletrônico, porém, sem sucesso.
 
No dia 21 de agosto, um caixa do banco Santander que ficava na Funcesi, também foi explodido por três bandidos encapuzados, que renderam e agrediram os vigias. Foram usadas bananas de dinamite para detonar o terminal.  Os arrombamentos estão diretamente ligados a outros tipos de crime, o de extravio de explosivos, já que os criminosos roubam os materiais de empresas.
 
A partir de hoje, integrantes dos órgãos de segurança pública irão fiscalizar as empresas com a intenção de reprimir a fabricação ilegal, o armazenamento inadequado e a falta de controle de explosivos. As organizações que estiverem agindo em desacordo com a legislação poderão ser autuadas nas esferas administrativa, penal e tributária. As penas vão desde a advertência até a cassação do registro de funcionamento.
 
A operação, que não tem data marcada para ser finalizada, é resultado do trabalho de uma comissão constituída em junho deste ano por representantes da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), do Exército Brasileiro, da Polícia Militar, da Polícia Civil, da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Federal, do Ministério Público, da Prefeitura de Belo Horizonte e da Secretaria de Estado da Fazenda (Sef). Durante esta reunião, foi traçado um mapa dos furtos de explosivos e explosão de caixas eletrônicos.
 
 
Com informações: O Tempo