ArcelorMittal não vai retomar duplicação da usina em Monlevade este ano
Obras de duplicação paralisadas
Maior grupo siderúrgico do mundo, a ArcelorMittal não vai retomar as obras de expansão da Usina de Monlevade este ano. “A decisão de postergar o investimento orçado em 1,2 bilhão de dólares não muda ainda porque a usina não está especificamente ligada ao mercado doméstico. A expansão segue uma velocidade de consumo mundial e precisamos ter uma estabilidade para tomar decisões sobre o projeto”, explicou o presidente da ArcelorMittal Aços Longos para a América do Sul, Augusto Espeschit de Almeida, em entrevista publicada pelo jornal Estado de Minas.
Ano passado foi marcado pelo enfraquecimento da demanda na Europa em crise e nos Estados Unidos. Em 2012 surge um cenário positivo, assim como para os próximos quatro anos. Ao invés de aumentar a capacidade produtiva das usinas, o grupo vai fortalecer a rede de distribuição de produtos e serviços no país.
A siderúrgica prevê alta de 5% a 7% ao ano do consumo de aços longos no Brasil nos próximos cinco anos. “O Brasil se tornou um éden. Isso, de certa forma, é bom, mas temos de tomar muito cuidado com essa visão. No que diz respeito à América do Sul, o cenário é muito positivo, com bom nível de demanda, especialmente na Bolívia, Chile, Colômbia e Peru”, ressalta Espeschit.
A duplicação da usina de João Monlevade é um projeto antigo, que vinha sendo arquitetado desde antes de Mittal e Arcelor se fundirem. A aprovação do investimento ocorreu em 2007, mas o projeto acabou não saindo do papel em decorrência da crise financeira que comprometeu a demanda de aço mundial no fim de 2008. Os empregos diretos, segundo a empresa, devem passar dos atuais 1.200 para 1.600. Só com os impostos gerados durante as obras de expansão, o município vai arrecadar R$26 milhões.