Alunos dedicados da rede pública de Itabira são aprovados nas federais
Pedro Henrique Guimarães, 18 anos, conseguiu aprovação no segundo curso mais concorrido da UFMG: Engenharia Química

A Comissão Permanente do Vestibular da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) informou que 32% dos aprovados no último semestre são estudantes da rede pública de ensino. Para estes alunos, entrar em uma instituição federal é motivo de orgulho e reconhecimento, além de muito preparo e dedicação.
Um exemplo é o itabirano Pedro Henrique Guimarães, 18 anos, que em seu primeiro vestibular entrou para o segundo curso mais concorrido da UFMG: Engenharia Química, cuja disputa foi de 23 candidatos por vaga. Disciplinado, o aluno, que sempre estudou em escolas públicas, ficou em 9º lugar.
No ano passado, enquanto cursava a última série ano do Ensino Médio, Pedro se matriculou em um pré-vestibular. Com uma rotina exaustiva de estudos, que ia até as 22h30 todos os dias, o futuro engenheiro também se inscreveu na Universidade Federal de Viçosa (UFV) pelo SiSu e conseguiu outra aprovação. Com características de quem quer ir longe, Pedro Henrique dá as dicas para aqueles que desejam disputar de igual para igual. “O primeiro passo é parar de pensar que você não tem chance só porque estudou em escola pública. Qualquer um pode ter sucesso se fizer o esforço necessário”, diz.
Depende de cada um
Com a mesma determinação, Danielle Vilar, 17, ex-aluna da Eemza, também passou de primeira no vestibular de Odontologia na Universidade Federal de Minas Gerais. Ela começa as aulas no segundo semestre deste ano e confessa nunca ter sido “a aluna nota 10”. Em sala de aula, porém, prestava atenção nas orientações, fazia as tarefas e trabalhos. Para encarar o exame, Danielle entrou em um pré-vestibular extensivo.
Por ter vivido grande parte de sua vida escolar na rede pública, a aluna acredita que o sucesso depende de cada um. “Os que estão na escola pública não dão o devido valor aos estudos, simplesmente por ser uma escola pública. Já os que estão em escolas particulares enxergam seus estudos e sua preparação como uma grande oportunidade de ingressar em uma universidade. Esse é o diferencial”, afirma. “Depende muito mais do aluno do que da escola”, defende.
Bons professores
Joyce Mara de Lima Gonzaga, 18 anos, foi aprovada em 9º lugar no curso de Sistemas de Informação, na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Assim como Pedro Henrique e Danielle, também fez todo o ensino médio na rede pública, na Escola Estadual Mestre Zeca Amâncio.
Para se preparar com mais intensidade para o vestibular, aliou o conhecimento adquirido em sala de aula com um cursinho pré-vestibular, além de estudar em casa. Ela conta que a sua vitória também é mérito dos professores que se dedicaram para que todos os alunos alcançassem esta meta. “No meu último ano, fizemos uma série de exercícios preparatórios, que foram de grande ajuda. Os professores montaram apostilas com exercícios semelhantes aos do Enem”, comenta. “Passar no vestibular não é tarefa fácil, mas também não é impossível”, argumenta.