O pedido da defesa do vereador foi aceito por uma turma de desembargadores formada por João Antônio Baía Borges, Renato Martins Jacob e Matheus Chaves Martins. Ainda segundo a Assessoria, o habeas corpus já foi encaminhado ao Presídio de Barão de Cocais, onde Marlon Túlio estava preso, acusado de liderar um esquema de desvio de verbas com contratação de serviços de táxis em São Gonçalo do Rio Abaixo.
Marlon foi preso por agentes da Polícia Civil de Santa Bárbara, depois de um mandado expedido pela juíza Myrna Fabiano Monteiro Souto, com base no artigo 312 do Código Penal, que diz respeito ao crime de peculato, que é quando um funcionário público apropria-se de dinheiro para benefício próprio. A magistrada é da comarca santa-barbarense, da qual São Gonçalo faz parte.
De acordo com o Ministério Público de Contas, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o golpe teria desviado R$2.120.745,00 dos cofres de São Gonçalo do Rio Abaixo. Segundo o relatório, os vereadores faziam contratos de prestação de serviços, mas não iam até o local mencionado nas notas entregues à tesouraria da Câmara. Há centenas de registros de deslocamentos para hospitais, clínicas, asilos, escolas, faculdades, aeroportos, casa de parentes dos vereadores, autoescolas, agências bancárias, concertos musicais, presídios, casamentos e até para entregar santinhos da campanha de 2010.