Amável Batista: o brega-chique de São Sebastião do Rio Preto

Amável Batista e o apresentador Zé Geraldo do Espinhaço, seu descobridor

Amável Batista: o brega-chique de São Sebastião do Rio Preto
Amável Batista é um artista que apesar da analogia de nomes, não tem a pretensão de ser um cover do cantor que imortalizou as músicas Secretária e Seresteiro das Noites: Amado Batista.

Amável tem 37 anos, nasceu em São Sebastião do Rio Preto e hoje mora na capital. Com um talento nato, o sebastianense revela que as canções do artista famoso o acompanham desde a adolescência. “Tirando leite de vaca, entre os 12 e 15 anos, eu cantava as músicas do Amado sem saber que eram dele”, conta ele, que trabalhou na fazenda até aproximadamente 17 anos.

Ao vê-lo pela primeira vez na TV, qual não foi sua surpresa: Amado era bem diferente do que imaginava. “Até me surpreendi. Pensava que ele era bem mais novo”, disse Amável, que já tentou cantar músicas de outros artistas e como ele mesmo afirma, a vida o leva a musicar sempre Amado Batista.

Amável, que também tem Batista como sobrenome de alguns membros da família, resolveu adotar o segundo nome. Com o quase homônimo do cantor famoso, já gravou seis CDs e um DVD. Seu mais recente trabalho, denominado “Súplicas de um poeta”, traz 13 faixas, três delas de composições próprias e as outras dez, obviamente, músicas conhecidas de Amado Batista.  

Cantor brega-chique

Como tudo direciona a vida artística de Amável ao autor da música Secretária, como não podia deixar de ser, o sebastianense já se encontrou pessoalmente com o famoso. O encontro não foi dos melhores. “Quando me encontrei com o Amado, eu já tinha gravado dois álbuns. Mas ele achou ruim comigo, porque pensou que eu queria fazer sucesso usando o nome dele. O Amado não sabia que meu nome era este mesmo”, diverte-se o artista que também não se considera um cover do cantor romântico. “Eu cantava naturalmente e as pessoas começaram a falar que minha voz e o jeito de cantar eram muito parecidos com a do Amado. É sem querer, quando assusto, já saiu, nem eu entendo”, espanta-se.

Denominando-se como cantor brega-chique, Amável não faz muitos shows, mas afirma de carteirinha que é muito grande a venda de seus CDs de “mão em mão”. E o mais interessante é que, apesar de não ter a agenda tão cheia assim, o artista mineiro tem um sonho e um objetivo. “Tenho muita vontade de cantar com o Amado para ver no que dá. Nunca deixo de sonhar, o que começo não desisto. Tenho como meta continuar cantando enquanto estiver vivo”, finaliza o artista que se sente vitorioso só de ter entrado em um estúdio de gravação.