Sindicato das Escolas Particulares de Minas entra na Justiça para pedir cancelamento do Enem

O Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep-MG) vai entrar com ação no Ministério Público Federal (MPF), na próxima semana, para pedir o cancelamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado no último fim de semana em todo o país. A justificativa do órgão se deve ao fato de o Ministério da Educação […]

O Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep-MG) vai entrar com ação no Ministério Público Federal (MPF), na próxima semana, para pedir o cancelamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado no último fim de semana em todo o país.

A justificativa do órgão se deve ao fato de o Ministério da Educação (MEC) ter cancelado apenas as provas de 639 alunos do colégio Christus, de Fortaleza (CE), na quarta-feira. Duas semanas antes do Enem, os candidatos da escola tiveram acesso a 14 questões aplicadas no exame, sendo algumas idênticas. O presidente do Sinep-MG, Emiro Barbini, diz que a quebra do sigilo fez com que o exame perdesse a credibilidade. 

Nessa quarta-feira (26), o MEC confirmou que as questões foram copiadas de dois dos 32 cadernos de pré-teste do Enem aplicado no ano passado na mesma escola. Assim, os candidatos da instituição devem vão refazer a prova em 28 e 29 de novembro. 

O presidente do Sinep-MG considera que o próprio MEC recomenda a anulação quando há quebra de sigilo em processos seletivos de universidades. “Quando acontece uma situação como a do Ceará, com a tecnologia, telefones celulares, alunos podem ter comunicado o restante do país e outros estados podem ter sido atingidos antes da prova”, comenta.

O Sinep sugere que os exames sejam aplicados separadamente em cada Estado, reduzindo prejuízos aos alunos caso houvesse problemas em alguma prova. “Nossa sugestão é que as universidades federais de cada Estado assumam a data, dia e hora das provas. Com isso, centralizaria e diminuiria os problemas. Se fosse dessa forma, o que houve no Ceará daria problema apenas lá e não afetaria o resto do país”, afirma Barbini.