Bairro 14 de Fevereiro quer ampliar o programa Rede de Vizinhos Protegidos

 Moradores do bairro 14 de Fevereiro, em Itabira, se reuniram com o tenente Salazar, da Polícia Militar, para discutir a ampliação do programa Rede de Vizinhos Protegidos, em atuação desde 2009. A reunião aconteceu nessa sexta-feira, 2 de setembro, na escola Cornélio Penna. Tenente Salazar queria saber se o programa estava dando certo na comunidade. […]

Bairro 14 de Fevereiro quer ampliar o programa Rede de Vizinhos Protegidos
 Moradores do bairro 14 de Fevereiro, em Itabira, se reuniram com o tenente Salazar, da Polícia Militar, para discutir a ampliação do programa Rede de Vizinhos Protegidos, em atuação desde 2009. A reunião aconteceu nessa sexta-feira, 2 de setembro, na escola Cornélio Penna.

Tenente Salazar queria saber se o programa estava dando certo na comunidade. O presidente do bairro, Nilson Pereira Cunha, o Japão, afirmou que, apesar de poucas famílias – cerca de 120 – participarem do programa, levando em consideração o tamanho do bairro, os resultados tem sido excelentes. “Tanto que os que não aderiram no início estão nos procurando para participar”, declarou o presidente.

Os moradores que estiveram presentes à reunião também manifestaram opiniões positivas com relação ao programa. Todos disseram que o índice de criminalidade caiu depois que os vizinhos passaram a se preocupar com a segurança coletiva. Japão destacou também a credibilidade que o bairro ganhou junto à PM. “Quando a gente liga, a polícia tem certeza de que não é trote”, disse.

A intenção da Polícia Militar é expandir o programa, que está dentro do projeto Polícia Comunitária, também para outros bairros de Itabira. Tenente Salazar disse que se houver um aumento no número de participações, é possível disponibilizar uma viatura só para atender chamados dos moradores que fazem parte da Rede. “Mas para isso, é preciso a mobilização da comunidade”, disse o policial.

Mobilização, inclusive, é a parte mais difícil. Para o programa dar certo, os vizinhos precisam confiar uns nos outros, pois a proteção é mútua. Então, antes de tudo, as pessoas precisam se conhecer e estar por dentro da rotina uma das outras. Os próprios moradores são uma espécie de câmeras vivas. No caso do bairro 14 de Fevereiro, ao ver qualquer suspeito, os vizinhos começam a apitar e a polícia é acionada imediatamente para averiguar a situação.