Vereadores indignados com a Vale por falta de negociação com a Vila Cisne
Martha Mousinho, Ilton Magalhães e Tãozinho Leite falaram da situação
A carta da Vale foi uma resposta a outro documento que os vereadores enviaram à mineradora depois de uma audiência na Câmara. Na oportunidade, os legisladores e representantes da empresa ouviram reclamações de moradores da Vila Cisne. Eles se queixaram de demora no processo e de crescente desvalorização de seus imóveis, já que o bairro tem ficado isolado por causa das demolições das casas já compradas na primeira parte da Vila Paciência.
A vereadora Martha Mousinho (PTN) era a mais nervosa. Moradora da Vila Paciência, ela lamentou que a mineradora não tenha se sensibilizado com o pedido dos moradores de antecipação das negociações, que contou, inclusive, com um abaixo-assinado. “Parece que a Vale se esquece que do outro lado há pessoas e famílias”, criticou a legisladora, que se disse insatisfeita, espantada e indignada.
Ilton Magalhães (PR) também usou o termo indignação para descrever seu sentimento. Ele comentou que a situação dos moradores está difícil e que não custava nada à Vale negociar agora com tem interesse de vender o imóvel. Outro que se manifestou favorável aos moradores foi o líder do prefeito na Casa, José Celso de Assis (PR).
Solimar Silva (PSDB) criticou o fato da mineradora enviar para as reuniões representantes que não têm poder de decisão (na última reunião participaram membros da Assessoria de Comunicação da empresa). “Temos que nos reunir é com quem pode decidir, quem pode mudar a situação”, afirmou o tucano. Por causa disso, o presidente da Câmara, Tãozinho Leite (PP), sugeriu que fosse marcado um novo encontro, dessa vez com algum representante da mineradora que seja o responsável pelo processo de aquisição de casas na Vila Paciência.
Na carta enviada à Câmara, a Vale justifica a preferência pela divisão em etapas como “forma de individualizar a negociação de forma clara, transparente e consensada com cada proprietário”. A empresa ainda informa que compreende o interesse dos moradores em iniciar o processo imediatamente e que eles serão os primeiros a serem avisados quando os estudos de exequibilidade tiverem início. O documento é assinado pela analista de Relações Institucionais da Gerência Geral de Mineração de Itabira, Thais Morais Benchimol.