Revendedora Honda em Monlevade fecha por causa de tsunami no Japão

Há 20 dias a Honda Saitama de Monlevade fechou suas portas alegando mudança de planejamento devido à crise no Japão

Revendedora Honda em Monlevade fecha por causa de tsunami no Japão
A Revendedora Honda Saitama, de João Monlevade, é uma das concessionárias mineiras afetadas diretamente pela crise global na indústria de veículos, provocada pelo terremoto seguido de um tsunami ocorrido no Japão, em março deste ano. O nordeste do país foi a região mais atingida, causando transtornos em seus principais portos. A consequência é uma verdadeira onda de crise financeira no mundo inteiro.
 
A concessionária monlevadense, que funcionava na região central e atraia clientes de Itabira e Médio Piracicaba, fechou suas portas há 20 dias, resultando em lamentações e desconforto para seus clientes, que agora terão que se deslocar até Ipatinga ou Governador Valadares para serem atendidos.
 
O deslocamento é um dos problemas determinados pela decisão da Saitama. Entretanto, a questão econômica do município tem sido o fator mais citado pela população da cidade. “Quem perde é Monlevade. Os consumidores da marca vão deixar de adquirir o produto na cidade reduzindo a arrecadação anual dos impostos”, acredita a empresária Júlia Leite, proprietária de um Honda Civic há dois anos.
 
DeFatoOnline entrou em contato com o ex-gerente da loja em Monlevade, Marco Aurélio de Oliveira, que confirmou a decisão da empresa em fechar a unidade. Segundo ele, os seus quatro colaboradores foram informados da situação em um curto período (uma semana). “A alegação da Saitama é de que o mercado de produção da Honda cairia muito, fazendo com que a loja recebesse carros insuficientes para atender à demanda do mercado na região”, conta Marco Aurélio.
 
Para o gerente, a empresa foi precipitada em suas tomadas de decisão, ao afirmar que a crise é passageira e que as vendas praticadas poderiam contornar “facilmente” a situação até que o mercado se aquecesse novamente.
 
Recolocação no mercado
De acordo com o ex-gerente, houve uma preocupação dele em recolocar os seus colaboradores no mercado de trabalho. “Eu fiz questão de encontrar nova oportunidade de trabalho para eles. Todos estão empregados”, diz aliviado. Porém, a sua situação ainda não está resolvida. “Estou estudando propostas para continuar o meu trabalho em uma revendedora da mesma marca. Em breve, estarei empregado novamente”, aposta.