Audiência do Programa Família acolhedora lota auditório da Câmara Municipal

A audiência pública sobre o Programa Família Acolhedora, que aconteceu ontem, 22 de março, no auditório da Câmara Municipal, às 18h, ficou lotada de interessados em conhecer melhor o funcionamento da iniciativa. Segundo a psicóloga do programa, Flávia Duarte, o objetivo foi justamente apresentá-lo à comunidade a fim de conseguir mais cadastros de famílias que queiram se […]

Audiência do Programa Família acolhedora lota auditório da Câmara Municipal
A audiência pública sobre o Programa Família Acolhedora, que aconteceu ontem, 22 de março, no auditório da Câmara Municipal, às 18h, ficou lotada de interessados em conhecer melhor o funcionamento da iniciativa. Segundo a psicóloga do programa, Flávia Duarte, o objetivo foi justamente apresentá-lo à comunidade a fim de conseguir mais cadastros de famílias que queiram se tornar acolhedoras.
 
A audiência contou com a presença de Maria da Glória Menezes, representando a Prefeitura Municipal, Pedro Rapolso Lopes, representante do judiciário, Nidiane Moraes Silvano de Andrade, promotora do Ministério Público, Ilton Magalhães, representante da Câmara, Carla Deisiane Machado Alvarenga, representante do Conselho Municipal de Defesa da Criança e do Adolescente, e Jorge Martins Borges, presidente do Combem. Ainda estiveram presentes conselheiros tutelares e representantes de instituições que trabalham e acolhem crianças e adolescentes em Itabira.
 
Além da apresentação do projeto pelo município e equipe técnica do Combem, foi realizada uma palestra para o esclarecimento de dúvidas dos interessados, intitulada, “Acolhimento familiar: aspectos práticos e desafios”, ministrada pela psicóloga e especialista em violência doméstica e terapia familiar, Valeria Brahim. A palestrante é gerente de projetos sociais da ONG Terra dos Homens, que desenvolve programa de acolhimento familiar no Rio de Janeiro. Valéria reforçou, durante todo o tempo de sua apresentação, a importância da reintegração da criança ou adolescente à sua família e de se trabalhar com afinco tanto a família de origem quanto a família acolhedora para que se alcance o objetivo do programa.
 
Para o juiz Pedro Raposo Lopes, o programa é de uma grandiosidade imprescindível. “Há muito tempo o judiciário tinha soluções certas para situações muito complexas. Hoje é preciso que se tenha diversas soluções para os conflitos ocorridos com as crianças e adolescentes, pois cada caso requer uma solução específica. Não se pode tratar todos da mesma forma. Isso é absolutamente desumano”.
 
Programa
O Programa Família Acolhedora tem como objetivo viabilizar o acolhimento, por famílias voluntárias, de crianças e adolescentes vítimas de violência reiterada em seus lares, evitando a necessidade de encaminhá-las a um abrigo. O programa acolhe casos encaminhados pelo Tribunal de Justiça em que os direitos da criança/adolescente foram violados e que foi entendido que há possibilidade dessa criança ser reintegrada ao seu convívio familiar de origem.
 
Para o sucesso do programa é preciso: famílias acolhedoras – que são aquelas que se propõem acolher em suas casas – e crianças/ adolescentes que necessitam ser afastados do seu meio familiar e comunitário, mediante medida de proteção por um período provisório, já que elas serão reintegradas à família de origem. O período de convivência com a família acolhedora pode chegar a nove meses e para manutenção das despesas do acolhido, a família recebe um valor equivalente a 90% do salário mínimo vigente.
 
Em Itabira, a equipe técnica do programa Família Acolhedora tem capacidade para atender 25 crianças/adolescentes. Atualmente existem apenas três famílias cadastradas no programa e o objetivo é conquistar mais famílias com interesse em participar dessa ação solidária e de responsabilidade. O acolhimento não se confunde com adoção e está previsto na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente como medida de proteção.
 
Para se tornar uma família acolhedora é preciso que se tenha flexibilidade, tolerância, estabilidade e disponibilidade afetiva e emocional, relações saudáveis de apego e desapego, rotina familiar, não ter o nome no cadastro de adoção e aptidão para cuidar de crianças e adolescentes. Ao se cadastrar, as famílias serão avaliadas pela equipe técnica do programa, que será responsável pela seleção, capacitação e acompanhamento.
 
Os interessados em se inscrever podem ir ao Combem, na rua Galiléia, 520- Bethânia ou entrar em contato pelos telefones 3831-2233/3831-1543.