Artur Jorge reconhece atuação abaixo do Cruzeiro, mas destaca importância dos três pontos contra o Remo
Treinador admite dificuldades na construção das jogadas e aponta espaços cedidos ao adversário como fator de desgaste; vitória por 1 a 0 levou a Raposa à terceira posição do Brasileirão
O Cruzeiro deixou o Mineirão, em Belo Horizonte, com o resultado que buscava, mas sem uma atuação que convencesse pelo futebol apresentado. Após a vitória por 1 a 0 sobre o Remo, na noite de sexta-feira (23), pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro, o técnico Artur Jorge reconheceu que a equipe esteve menos inspirada do que em outros compromissos. Para o treinador português, porém, o momento da competição exige eficiência para transformar os jogos em pontos.
A partida foi decidida no último lance do primeiro tempo. Depois de uma cobrança de escanteio de Matheus Pereira, o zagueiro Fabrício Bruno marcou o gol que garantiu o triunfo celeste. Apesar da vantagem, o Cruzeiro encontrou dificuldades para controlar o adversário e criar oportunidades ao longo do confronto.
Na avaliação de Artur Jorge, o desempenho ficou aquém do esperado, mas o resultado teve peso importante na disputa pelas primeiras posições. “Hoje não foi um jogo brilhante da nossa parte, mas foi uma vitória muito, muito importante num jogo difícil”, afirmou o técnico.
O comandante também ressaltou que, com o campeonato se aproximando do fim, a regularidade se torna fundamental. O objetivo cruzeirense é terminar a competição entre os quatro primeiros colocados e assegurar uma vaga na próxima edição da Copa Libertadores.
Espaços cedidos ao Remo aumentaram o desgaste
Além de reconhecer a falta de brilho ofensivo, Artur Jorge apontou problemas na maneira como o Cruzeiro permitiu que o adversário participasse do jogo. Segundo ele, a equipe concedeu espaço para o Remo pensar e decidir as jogadas, principalmente no primeiro tempo, o que acabou exigindo maior esforço físico dos jogadores na etapa final.
“Fomos sempre mais reativos do que proativos, demos sempre algum tempo para pensarem, para poderem ter bola, para decidirem”, explicou.
O treinador afirmou que já esperava dificuldades diante da equipe paraense e disse que o confronto confirmou sua avaliação prévia. Na visão dele, a capacidade de movimentação e a qualidade dos jogadores adversários tornaram a partida mais complicada do que poderia parecer antes de a bola rolar.
Artur Jorge também destacou que o Cruzeiro precisou correr mais e teve menos posse de bola do que gostaria. Ainda assim, considerou que a equipe conseguiu administrar o confronto o suficiente para alcançar o resultado pretendido.
Bola parada decide novamente
O gol de Fabrício Bruno reforçou a importância das jogadas de escanteio para o Cruzeiro. O lance foi construído a partir da cobrança de Matheus Pereira e definiu uma partida em que a equipe teve dificuldades para produzir em jogadas com a bola rolando.
Artur Jorge avaliou que as bolas paradas podem ser determinantes tanto no ataque quanto na defesa e ressaltou que o aproveitamento dessas situações tem ajudado a equipe a alcançar resultados.
“Está a acontecer aquilo que temos sido mais felizes naquilo que são toques na bola, conseguir atacar a baliza contrária”, declarou, ao comentar a importância desse tipo de jogada.
O técnico evitou dar maior importância à forma como o gol foi marcado e voltou a colocar o resultado como prioridade. Para ele, conquistar os três pontos era essencial para manter o Cruzeiro no caminho traçado para a reta final do campeonato.
Cruzeiro chega aos 54 pontos e mira clássico
Com a vitória sobre o Remo, o Cruzeiro alcançou 54 pontos e subiu para a terceira colocação do Brasileirão. O resultado fortalece a equipe na briga pelas primeiras posições e mantém vivo o objetivo de terminar a temporada no G4.
O próximo compromisso será justamente contra o rival Atlético. As equipes se enfrentam na quinta-feira (29), às 19h30, na Arena MRV, em clássico que coloca frente a frente dois concorrentes na parte de cima da tabela.