Prefeitura renova canteiro central da avenida João Pinheiro
No último sábado (9), a Prefeitura de Itabira deu início ao projeto de substituição da arborização do canteiro central da avenida João Pinheiro, trocando as Quaresmeiras pelas Palmeiras Imperial, visando benefícios ambientais e estéticos. Segundo o parecer de Nelson Alvarenga de Assis, técnico agropecuário da Prefeitura de Itabira e responsável pela execução do projeto, […]
No último sábado (9), a Prefeitura de Itabira deu início ao projeto de substituição da arborização do canteiro central da avenida João Pinheiro, trocando as Quaresmeiras pelas Palmeiras Imperial, visando benefícios ambientais e estéticos.
Segundo o parecer de Nelson Alvarenga de Assis, técnico agropecuário da Prefeitura de Itabira e responsável pela execução do projeto, a Tibouchina sellowiana, popularmente chamada de Quaresmeira, não apresenta características apropriadas para o local. “Há uma intensa circulação de pessoas na avenida e a copa das Quaresmeiras atrapalha a passagem dos transeuntes, que precisam desviar para não serem atingidos pelos galhos”, explicou o técnico. A técnica de controle de meio ambiente da Prefeitura de Itabira, Dana Akésia Viana Lopes, ressaltou que havia várias árvores tombando no canteiro, “devido a má qualidade do solo existente lá, que não permitiu uma fixação ideal. Além do mais, estas árvores apresentavam ramos frágeis, sendo facilmente quebrados pelo vento e por usuários da via sem consciência ambiental, atraídos pelas flores ou pela prática de vandalismo”.
Outro problema é a não adaptação da espécie no local. “Elas são originadas de mata ciliar e necessitam de habitat específico”, afirmou Nelson Assis. Ainda de acordo ele, as Quaresmeiras foram plantadas no canteiro da avenida João Pinheiro, no início da década de 90 e não se desenvolveram satisfatoriamente. “Isso nos obriga a fazer novos plantios em curto ou médio prazo para não perder a arborização do local”.
A espécie Roystonea oleracea, a Palmeira Imperial, foi considerada ideal para o canteiro central por ser em formato colunar. “A largura média do canteiro é de 2,7 metros com covas de 1,11 x 1,11 metros, o que não permite o plantio de árvores de grande porte, sendo ideais as espécies colunares”, explicou Nelson. Além disso, a Palmeira Imperial tem raiz faciculada. “É a raiz do tipo cabeleira, fica na horizontal e não utiliza o solo profundo. Já a Quaresmeira tem raiz pivotante, ou seja, uma raiz principal funda com raízes secundárias e terciárias, que, em fase adulta, impossibilita o transplante”. Nelson Assis também explicou que as palmeiras servem como referência para os motoristas e é uma espécie exótica adaptada.
Substituição
O projeto paisagístico da avenida João Pinheiro foi apresentado ao Conselho Municipal de Meio Ambiente (Codema) e foi aprovado por unanimidade no dia 2 de dezembro de 2010, apenas com a condicionante das quaresmeiras serem transplantadas para a nova praça do bairro Eldorado e para o Parque da Água Santa.
Segundo Nelson Assis, das 81 quaresmeiras plantadas na avenida João Pinheiro, cerca de 75 árvores ainda estavam vivas. “Dessas 75, metade estava na fase adulta e tiveram que ser cortadas, pois não tinham condições técnicas para sobreviverem ao transplante. A outra metade foi transplantada porque estava na fase jovem ou inicial e suportariam bem o procedimento”, explicou.
Mão de obra social
A troca das espécies no canteiro central foi executada por 11 reeducandos do Presídio de Itabira, por meio da parceria entre a Prefeitura e a casa de recuperação do município. De acordo com Waldênia Maria de Souza, chefe de departamento de serviços urbanos da Prefeitura de Itabira, a parceria existe desde 2010 e começou com a limpeza dos cemitérios da Paz, do Cruzeiro e da Igreja do Rosário. “Os cemitérios foram higienizados mais duas vezes e a limpeza do Parque da Água Santa encerrou os trabalhos do ano passado”, explicou. A Prefeitura de Itabira fornece o transporte e os recuperandos com bom comportamento prisional passam o dia fazendo a limpeza de locais públicos. “Eles ficam escoltados o tempo todo pelos agentes penitenciários e trabalham com muito boa vontade e eficiência”, destacou Waldênia.