Confira entrevista com o candidato Dr. Robson

Dr. Robson, candidato a deputado estadual

Confira entrevista com o candidato Dr. Robson
O candidato a deputado estadual Robson Matos Esteves (PRTB) é um dos entrevistados desta semana pela série de DeFatoOnline. Dr. Robson, como é conhecido, é casado, pai de 3 filhos, Bacharel em Direito, empresário e produtor rural.
 
Ingressou na carreira policial como detetive em diversas cidades de Minas. Em 1991, tornou-se Delegado de Polícia, atuando em Ponte Nova e Itabira. Como Delegado Regional, serviu em Guanhães, Uberaba, Caratinga e Itabira, onde permaneceu como titular da Delegacia Regional de Polícia Civil por 12 anos. Nos últimos três anos, vinha administrando a Delegacia Regional de Guanhães.
 
O candidato também já atuou como professor de Direito Penal na Funcesi, em Itabira. Na eleição passada, foi candidato a deputado federal e recebeu quase 30 mil votos. A seguir, ele responde aos internautas de DeFatoOnline questões diversas, como: segurança, saúde, educação entre outras.
 
 
Confira:
 
 
Deise – Como o senhor tem experiência na área de segurança pública, qual a sua proposta para esse setor?
 
Prezada Deise, trata-se de assunto extremamente complexo, mas, basicamente, o combate à criminalidade deve passar pelo combate à impunidade em todos os níveis da criminalidade, do colarinho branco ao ladrão de galinhas. Por outro lado, sabe-se que o sistema criminal brasileiro é um jogo com, no mínimo, três engrenagens: sistema prisional, polícias (Civil e Militar) e o aparelho judiciário (que engloba ministério público e juízes). Tal sistema de engrenagens precisa funcionar em perfeita harmonia, sendo preciso a interferência do Estado para que sejam adotadas as medidas necessárias para que tudo funcione bem.
 
Ainda devo lembrar que, tendo em vista alguns sistemas que funcionaram no mundo, como caso do Tolerância Zero em Nova York e os Mãos Limpas na Itália, devo lhe dizer que é necessário para o sistema funcionar alguns itens, dentre eles: legislação, salários dignos, correção e punição (como já disse anteriormente).
 
Acredito que com um profundo estudo sobre esses itens e buscando legislar em cima de propostas que norteiem os pontos acima, certamente iremos conseguir reduzir a criminalidade. A exemplo disso, creio que devemos, “a priori”, investir em políticas de prevenção à criminalidade. Quem acompanhou minha trajetória policial, sabe que sempre preguei o que hoje no Rio de Janeiro chamam de “Polícia Pacificadora”, ou seja, o intenso policiamento ostensivo. Onde há a presença do policial fardado, certamente não ocorrerá o crime.
 
 
Thiago H. Rodrigues santos –Sei que muito se fala em propostas de mudança, de futuro, de esperança, de salvação da cidade no que diz respeito à mineração. Gostaria de saber duas coisas:
 
– O que o candidato já fez por Itabira que poderia nos compelir a acreditar que o senhor irá realmente fazer no futuro?
 
Caro Thiago, durante meus 30 anos de vida pública, praticamente 20 deles foram prestando serviço à nossa comunidade, colocando muitas vezes minha própria vida em risco. A exemplo disso, as operações de combate às quadrilhas de roubo a banco, assalto a carro forte, dentre outros.
 
Porém, posso lhe dizer que isso fazia parte das minhas obrigações como servidor público que sou. Mas tive lutas inglórias e outras gloriosas, não querendo avocar mérito de ninguém. A própria construção do presídio de nossa cidade, que trouxe muita tranquilidade para nossa comunidade, foi fruto de um trabalho árduo e intenso junto aos políticos locais e estaduais em busca de recursos e apoio, o que nada mais é do que o trabalho político que irei exercer como deputado. A obra era de uma necessidade capital, uma vez que a cadeia municipal era fonte eterna de problemas e datava da década de 1930, comportando um volume de presos muito maior que sua capacidade.
 
A própria instalação da Delegacia Seccional de Itabira e, posteriormente, da Delegacia Regional, das quais fui um forte batalhador, demonstram a força que um deputado exerce positivamente em favor de uma cidade, pois ambas as instalações foram fruto de gestões políticas do delegado Robson, junto aos políticos eleitos de nossa cidade nas esferas estadual e federal.
 
Por outro lado, a título de exemplo, a falta de representatividade política, em alguns momentos, nos fez perder órgãos de extrema importância para outras cidades, como caso notório da agência da Receita Federal.
 
Qual é a necessidade básica mais carente que Itabira possui entre educação, saúde, moradia, cultura e trabalho? E o que o senhor fará para alterar esse quadro?
 
Thiago, tivemos acesso a pesquisas que nos trouxeram dados relevantes a esse respeito. De acordo com a população itabirana, saúde, segurança e educação são os itens, de longe, mais citados como precários e com necessidades urgentes de mudança. Também como você, sei que todos os candidatos se propõem a buscar soluções para tais anseios da comunidade. Porém, é certo que temos que fazer uma reflexão e verificar que todos os três itens estão muito mais afetos ao estado do que ao próprio município, por isso, a importância da representatividade política junto às esferas estadual e federal. Cabe a todos os eleitores estudarem os candidatos e se esforçarem para concentrar a maior votação possível naquele que tiver maior viabilidade eleitoral, em função de legenda, de capacidade de votos fora do município, dentre outros itens.
 
Tenho a certeza que você pensa como eu, que um povo educado e politizado é um povo menos fragilizado e menos suscetível de ser enganado. Tenho comigo que a educação é o pilar da construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Por tal motivo, terei uma atenção muito especial com a educação, evidentemente, sem esquecer das outras áreas, pois com educação as pessoas passam a cuidar melhor da saúde, a buscar oportunidades no mercado de trabalho, fugindo da criminalidade.
 
 
André Duarte – Quantos votos o senhor precisa para ser eleito?
 
André, os técnicos da nossa coligação (PRTB / PTC) alegam que a necessidade de votos ficará em torno de 25 mil; porém, acredito que a legenda ficará um pouco acima disso, em torno de 28 mil votos. Mas saiba que o peso de um político em um estado democrático de direito está na sua capacidade de votos, por isso, tenho trabalhado muito para cumprir uma meta entre 35 a 40 mil votos.
 
– O senhor crê que terá uma votação mais expressiva em Itabira, Guanhães, Serro ou outra cidade?
 
Bem, na eleição anterior, fui agraciado com votos em mais de 400 cidades de Minas Gerais, dos quais, aproximadamente 20 mil em Itabira e cerca de 10 mil fora daqui. Com certeza, a minha votação mais expressiva será em Itabira e, sucessivamente, em Guanhães, Santa Maria de Itabira, bem como acredito que serei votado num volume ainda maior de cidades do que há quatro anos. Realizamos um trabalho de conscientização política por quase todo o estado mineiro, cobrindo mais de 60 mil quilômetros, visitando dezenas de cidades e buscando votos e apoio por toda Minas Gerais.
 
 
Érica de FátimaQue projetos o senhor tem para a área da educação?
 
Prezada Érica, acho que já respondi boa parte da sua pergunta, no questionamento feito pelo Thiago. Porém, quero reforçar, lembrando que sou policial civil, e ambos somos servidores públicos. Tenho comigo um ditado que talvez lhe dê a exata dimensão do meu pensamento: “Não há ninguém que se realize profissionalmente se não se realizar financeiramente”. Acredito que trabalhar em busca da valorização do profissional é, sem sombra de dúvidas, o maior investimento que poderemos ter para a educação. Pois de nada adianta lindas escolas, com educadores mal remunerados e mal aparelhados para cumprirem seu mister.
 
– Se for eleito e houver greve por melhores condições no exercício da educação, como ocorreu este ano, por causa de um projeto de lei com distorções, teremos que nos submeter a estes novos critérios, ou fazer como muitos: desistir do magistério e buscar outra profissão?
 
Érica, a vida é feita de lutas. Durante meus quase 30 anos de vida pública, passei por momentos de glória e de tristeza. Mas quero lhe deixar a seguinte mensagem. Quando me formei em direito, o fiz para ser Delegado de Polícia e jamais desisti de tal profissão em função dos salários que recebi. Sempre lutei e vou continuar lutando para que, como servidores públicos, tenhamos o respeito dos governantes. Esteja certa, o combustível para a minha política é a minha indignação.