Casa Cor abre dois mil empregos em Belo Horizonte
Perto de R$ 5 milhões em reformas e criação de ambientes foram gastos pelos organizadores da próxima edição da Casa Cor Minas Gerais, que será aberta na terça-feira (24), na Avenida João Pinheiro, 580, no Bairro Lourdes, em Belo Horizonte. Mais que uma vitrine para consumidores, que poderão conhecer peças e materiais de decoração, […]
Perto de R$ 5 milhões em reformas e criação de ambientes foram gastos pelos organizadores da próxima edição da Casa Cor Minas Gerais, que será aberta na terça-feira (24), na Avenida João Pinheiro, 580, no Bairro Lourdes, em Belo Horizonte. Mais que uma vitrine para consumidores, que poderão conhecer peças e materiais de decoração, e até mesmo contratar arquitetos, a exposição promete ser um ambiente de negócios entre fornecedores, indústria e lojistas, impulsionando vendas.
Além da geração de negócios, cujos valores ainda não foram estimados pelos organizadores do evento, a Casa Cor deve garantir a criação de dois mil empregos diretos e indiretos na produção e montagem dos ambientes.
A expectativa dos organizadores é de que o evento receba mais de 30 mil pessoas, 20% a mais que no ano anterior. De acordo com um dos coordenadores da mostra, o arquiteto João Grillo, a maior parte dos negócios será gerada após a exposição. “Em cada ambiente temos cerca de 10 a 15 fornecedores diferentes. Tanto lojistas quanto pessoas que querem decorar sua casa estarão aqui para conhecer as opções”, garante.
O tema deste ano – “Sua casa, sua vida mais sustentável e feliz” – pretende estimular, segundo João Grillo, mudanças de atitude em relação ao consumo, impulsionando as pessoas a procurarem materiais sustentáveis. Serão 58 ambientes criados por 70 arquitetos, que trazem desde materiais ainda pouco explorados para revestimentos, como aço escovado para pisos e paredes, além de reaproveitados.
De acordo com a coordenadora de Comunicação da ArcelorMittal, Soraya Tôrre, até para a siderúrgica a mostra de decoração gera negócios. Por isso, a empresa, em troca do espaço cedido para o evento, colocou em exposição alguns produtos feitos com o aço inox. “Empresas e arquitetos podem optar por criar ou recomendar produtos feitos em aço, em vez de escolherem outros materiais como madeira ou alvenaria”, observa Soraya.
O dono da empresa GT, de Santa Rita do Sapucaí, Frederico Ferrão, que produz soluções em automação residencial, espera um aumento de 15% nas vendas. “Pela primeira vez, participamos do evento, estimulados pelo Sebrae. Em Santa Rita do Sapucaí trabalhamos num grupo de 32 empresas, que, também pela iniciativa do Sebrae, está fornecendo ao mercado, de maneira integrada, soluções de automação, iluminação e segurança, que podem ser adquiridas em conjunto por um mesmo condomínio”, explica. Quem visitar a feira, poderá conhecer todos os produtos oferecidos pela empresa de Santa Rita do Sapucaí. “Para nós, é uma oportunidade de ampliar os negócios em Belo Horizonte”, afirma.
Já o arquiteto Leonardo Diniz participa pela sétima vez da Casa Cor. Dessa vez, com dois ambientes. “A participação no evento alavancou a minha carreira. Tenho um aumento de trabalho de mais de 20% depois do evento”, conta. De acordo com o arquiteto, o mercado de decoração em Belo Horizonte varia muito de preço conforme o profissional e as dificuldades para a sua realização.
Ele explica que decorar uma casa inteira pode variar entre R$ 50 e R$ 100 por metro quadrado. Já a montagem de um só ambiente, como um quarto, por exemplo, pode girar em torno de R$ 10 mil. “Nesse caso, o trabalho vai além do projeto, pois inclui também o acompanhamento da obra, escolha de materiais, além de ir às compras para o cliente”, detalha.







