Fatos ainda sendo apurados

As acusações de abuso sexual, que envolvem um menor de idade e o padre Márcio Soares, da Paróquia Nossa Senhora da Piedade, bairro Campestre, em Itabira, continuam sendo apuradas pela delegacia de Polícia Civil. Boatos sobre a retirada da queixa por parte da família do menor não foram confirmados.   O bispo da Diocese Itabira […]

As acusações de abuso sexual, que envolvem um menor de idade e o padre Márcio Soares, da Paróquia Nossa Senhora da Piedade, bairro Campestre, em Itabira, continuam sendo apuradas pela delegacia de Polícia Civil. Boatos sobre a retirada da queixa por parte da família do menor não foram confirmados.
 
O bispo da Diocese Itabira – Coronel Fabriciano, Dom Odilon Guimarães Moreira, emitiu parecer oficial através de uma carta, hoje (27), sobre a denúncia de abuso sexual envolvendo o padre Márcio Soares. O bispo acredita na inocência do pároco e espera que as autoridades apurem os fatos e provem a verdade.
 
Confira a carta na íntegra:
 
“Eu, Dom Odilon Guimarães Moreira, Bispo da Diocese Itabira – Cel. Fabriciano, tomei conhecimento extra-oficialmente, ou seja, através dos Meios de Comunicação, que o Padre Márcio Soares foi acusado de estar molestando um menor. No momento da denúncia, eu me achava ausente da diocese.
 
O próprio padre me colocou a par do assunto, ou seja, da denúncia, pela manhã do dia seguinte, quando já estava viajando. Ele se manifestou muito surpreso com isso. E me garantiu que é totalmente inocente diante desse fato. E eu, pelo conhecimento que tenho dele, e também diante da reação não só de seus paroquianos, mas de todos os itabiranos a seu favor, tenho certeza absoluta que ele é realmente inocente. Acredito que isso possui por trás, uma armação contra a Igreja, com o objetivo de desmoralizar a nossa instituição religiosa.
 
Quero que os fatos sejam apurados. Que prevaleçam a justiça e a verdade. Cabe, antes de tudo, aos órgãos civis competentes provar a verdade. Só depois disso, é que a Igreja vai fazer sua avaliação, seu julgamento e aplicar as leis previstas no Código de Direito Canônico. Mas acredito que a Igreja não vai precisar aplicar suas penalidades, porque a verdade transparecerá.”