Empresas de porte médio investem R$ 1,3 bilhão e geram 10,5 mil vagas

Pequenos no volume, mas grandes na importância, os 38 investimentos entre R$ 500 mil a R$ 285 milhões já previstos para este ano no estado somam mais de R$ 1,3 bilhão e prevêem a geração de 10,5 mil postos de trabalho entre diretos e indiretos. São aportes que partem de empresas ainda desconhecidas pela maioria […]

Pequenos no volume, mas grandes na importância, os 38 investimentos entre R$ 500 mil a R$ 285 milhões já previstos para este ano no estado somam mais de R$ 1,3 bilhão e prevêem a geração de 10,5 mil postos de trabalho entre diretos e indiretos. São aportes que partem de empresas ainda desconhecidas pela maioria da população, como a Ethika, no Triângulo, Clear, no Sul do estado e New, na Grande BH, para citar algumas. Os setores contemplados são os mais variados possíveis, indo desde o comércio, serviços e agroindústria até energia, indústria química, elétrica, mecânica e eletroeletrônica, o que demonstra a dinâmica das pequenas indústrias na economia do estado.

“Pequenos e médios investimentos são tão importantes quanto grandes projetos, pois, em sua somatória, geram considerável número de empregos, por regiões diversas. Assim, são pulverizadas por todo estado novas oportunidades de geração de renda para milhares de famílias”, avalia o secretário de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Sergio Barroso.

Segundo levantamento feito pelo Estado de Minas em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Sede), o maior volume de investimentos anunciados até agora está concentrado na Região Central, seguida do Triângulo e Centro-Oeste.

Somente na Ethika, empresa especializada na produção de suplementos alimentares para consumo humano, com sede em Uberaba, no Triângulo, serão R$ 29 milhões destinados a obras, equipamentos e desenvolvimento de produtos. “Começamos as operações este mês e já estamos comercializando para todo o país. Investimentos como o nosso são importantes para diversificar a economia do estado, que acaba ficando menos vulnerável”, avalia Evaldo Alves da Silva, diretor executivo da Ethika. Com o projeto, serão gerados 90 empregos diretos na região e o faturamento deste ano chegará à casa dos R$ 15 milhões.

Com nove empreendimentos previstos e 1,6 mil postos de trabalho prestes a serem abertos, o Sul de Minas também se destaca entre os investimentos de pequeno e médio portes. Há apenas um ano instalada na região, a Clear CFTV, indústria de segurança eletrônica especializada em circuito fechado de TV, já programa expansão da empresa com inversão de R$ 565 mil. “A vantagem dessa região é a mão de obra especializada disponível e a logística, que favorece o escoamento da produção para os principais mercados do país”, avalia Henrique Ruffino, gerente geral da Clear. A expectativa é de que o quadro de funcionários, hoje em 15 pessoas, seja praticamente duplicado até o fim do ano.

Ainda no Sul do estado, a Rayza Tapetes & Linhas calcula a criação de 320 vagas diretas e indiretas na fábrica de artefatos de tapeçaria, que está em fase de expansão. O volume de investimentos chega a R$ 4,6 milhões, que serão usados para produção de tapetes para decoração de interiores e linhas para produtos de tricô, crochê e bordado.

Em Belo Horizonte, a New, empresa do grupo Dellano, voltada para a fabricação de móveis planejados, prepara-se para abrir a terceira loja e ampliar a participação no mercado destinado ao público das classes B e C. “Serão R$ 500 mil em duas lojas, sendo uma da New e outra da Dellano. Calculamos a abertura de 15 vagas destinadas principalmente à área de vendas”, explica o proprietário Roberto Muzzi. O novo empreendimento vai dobrar não apenas o quadro de funcionários como o faturamento da empresa. “O mercado de construção civil de classe média e popular está em franca expansão e o nosso crescimento está totalmente atrelado ao mercado imobiliário. Se ele cresce, crescemos também”, avalia Muzzi.

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