Pendências do asfaltamento Passabém a Santo Antônio do Rio Abaixo
Vista parcial de São Sebastião do Rio Preto
Quando as chuvas dão trégua o serviço aparece. Foi o que ficou claro nesta segunda-feira, 19 de outubro, dia em que DeFato, mais uma vez, visitou os trechos que estão em obras, de Passabém a Santo Antônio do Rio Abaixo. O engenheiro da Contek Engenharia, Maurício Torres Sampaio, responsável técnico pela pavimentação, apresentou o trabalho da empresa. A outra parte, o que não cabe à empreiteira, a reportagem enxergou, anotou e apresenta algumas pendências.
De quem é a responsabilidade? Eis aí a dúvida que o chefe da obra, pela empreiteira, não pode dar as respostas. Ou seja, as pendências que DeFato apontou não constam do contrato da Contek com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) ou, em outras palavras, o governo de Minas Gerais. Três pontes — uma no centro da cidade, outra na rua Conceição do Mato Dentro e a terceira no início do chamado segundo trecho, onde começa a rodovia para Santo Antônio do Rio Abaixo e um trecho de aproximadamente 300 metros na saída para Santo Antônio, que pode ficar sem pavimentação. São essas algumas das pendências.
A obra de asfaltamento total deve ficar toda pronta no primeiro semestre de 2010. Dependendo de alguns dias de sol, os seis quilômetros que separam Passabém de São Sebastião do Rio Preto podem receber o asfalto. Numa análise feita por Maurício Sampaio, vale anotar: dos 22 quilômetros empreitados, faltam apenas dez para receber terraplenagem. Em outra análise, praticamente toda a terraplenagem dentro dos municípios de Passabém e São Sebastião está concluída.
PONTES URBANAS
A ponte sobre o córrego Posses, na rua Conceição do Mato Dentro, é uma verdadeira “arapuca”. Qualquer cidadão pode chegar a essa conclusão. Nela já caíram ciclistas e beberrões. Foi nela que o saudoso José Loriano perdeu a mão, depois de errar o rumo do corre-mão imaginário. Estreita, em curva, sem proteções laterais, a ponte de há muito já deveria ter sido vetada ao trânsito.
O responsável por ela é simplesmente a Prefeitura. DeFato não encontrou, nesta data (19 de outubro), o prefeito Antônio Celso Pessoa Gonçalves Moreira para informar se já tomou alguma providência referente à sua reforma ou construção de outra. Continuar como está, principalmente quando estiver pronta a pavimentação dos 22 quilômetros de Passabém a Santo Antônio, é que não pode acontecer. Ela está assentada em uma curva fechada, como se não bastassem os defeitos já citados e o perigo que representa.
Se fosse citar a ponte das ruas São Vicente, Bonfim e São Geraldo, a reportagem teria um novo trabalho. É uma ponte larga, adequada, mas as suas vigas, muito rebaixadas, praticamente impedem a passagem de água quando ocorrem chuvas fortes e é mais um fator provocador de enchentes e alagamento das ruas e casas próximas. O que fazer? Localizada no centro da cidade, sendo a décima primeira que se ergueu no local, quem conhece a história sabe que se tornou a menos ruim. Com a palavra algum engenheiro que, eventualmente, possa responder pela Prefeitura local.
PONTE DO RIO
A ponte do rio Preto, onde começa o segundo trecho da obra, construída em 1961 pelo governo de José de Magalhães Pinto, já não faz o sucesso dos tempos de sua construção. Estreita, também em curva (para quem segue o sentido São Sebastião Santo Antônio), ela necessita de reforma e alargamento.
Caso optem as autoridades locais por nada fazer em busca de alguma verba também para esse novo desafio — reforma e alargamento — pelo menos teria que ser feita um revisão de sua estrutura. Ela foi construída numa época em que sequer veículos automotores passavam na sua extensão, foi utilizada, nos últimos anos, para todas as finalidades, mas agora é preciso saber se suporta um volume maior de tráfego com a proximidade de pavimentação da nova rodovia.
UMA RUA?
“São Sebastião do Rio Preto, cidade sem quebra-molas”. Este é um slogan de há muito criado pela Associação de Proteção ao Meio Ambiente, ONG que já teve grandes momentos de atuação na região e que, parece, se encontra menos atuante. Uma das placas que chamam a atenção do motorista está localizada na rua Conceição do Mato Dentro, justamente em um trecho de aproximadamente 300 metros em terra batida.
Ninguém na cidade, pelo menos as pessoas consultadas, sabe exatamente quem vai cuidar do pequeno trecho. Pelo menos não será a Contek Engenharia, que não assinou contrato com essa finalidade. E bem poderia ser, porque a empresa irá pavimentar com blocos de concreto a vila Antônio Bernardino, em Passabém, que serve como passagem da rodovia em construção e pavimentação.
CAMPO DE FUTEBOL
Destruído pela empresa Pavimax, que iniciou o serviço de terraplenagem da rodovia, acabou abandonando a obra e deixando inúmeros prejuízos para São Sebastião do Rio Preto, o velho estádio João Rodrigues de Moura virou uma paisagem horrível. Agora, nasce uma grama desnivelada, desigual e feia, aproveitada por animais que perambulam na região.
Informam fontes da Prefeitura local que um projeto está em trâmite e que São Sebastião do Rio Preto ganhará um belo campo de futebol, com arquibancadas, alambrados e iluminação. Enquanto os jovens da cidade perderam o lazer — e lhes resta quase nada para o tempo ocioso — seria o momento de pensar o que fazer no local. Considerando que a terraplenagem consumiu parte da área do campo, que já era de dimensões reduzidas, fácil é pensar que o local não comporta projeto algum de estádio de futebol, a não ser um tipo soçaite, o que não é a pretensão da comunidade. Mais este problema para resolver no momento em que só se vêem braços cruzados.
SANTO ANTÔNIO
Santo Antônio do Rio Abaixo espera ansiosamente pela pavimentação da estrada. Enquanto ela não chega — a frente de terraplenagem parte agora da divisa para a cidade — a incerteza de uso da estrada neste período chuvoso é assunto para quem viaja na região.
Nesta data — 19 de outubro — foi aprovada a retirada de cascalho em jazidas da região para resolver o problema da estrada enquanto o asfalto não é colocado, informou o engenheiro Maurício Torres Sampaio. Esta é a esperança para que cheguem normalmente as chuvas. Estas, é claro, fazem parte do equilíbrio natural e ecológico. A sua falta seria muito mais danosa à economia agrícola e agropecuária da região.