Mulher acusa Conselho Tutelar de ser negligente em rapto de seu filho
Filho de Norma teria sido raptado pelo própio pai não tem endereço confirmado
A advogada de Norma Maria Melo Rocha, Nívea Liberato, da Defensoria Pública de Itabira, vai entrar com uma ação judicial pedindo explicações ao Conselho Tutelar sobre a conduta do órgão em relação a um sequestro – termo usado no B.O. da Polícia Civil – de uma criança de oito anos, no dia 30 de março, na cidade. A criança é filha de Norma e de Cláudio Gloria, que é acusado de ser o autor do rapto. Segundo a ocorrência, os dois moraram juntos por 10 anos e se separaram, mas a mãe estava cuidando dos filhos.
A advogada afirma que o Conselho Tutelar agiu arbitrariamente na questão, ao dizer ao pai o que ele devia fazer a respeito do caso. O conselho disse que apenas orientou Cláudio sobre seus direitos, na condição de que Norma não tinha a guarda do filho, mas não emitiu nenhum documento ou estimulou qualquer ação ilegal.
A situação acabou se agravando e a advogada da “vítima” vai entrar com um pedido de busca e apreensão, assim que for definido o endereço de Cláudio. Segundo Nívea, Norma possui a guarda provisória da criança há quase cinco anos e não recebe a pensão de seu ex-companheiro a um bom tempo. Segundo a própria vítima, o valor atrasado já passa de R$ 1.800.