Paralisação de mina vai afetar receita de Piracicaba em até 40%
A mina de Água Limpa, operada pela Vale em Rio Piracicaba, foi paralisada na última segunda-feira, 16. E, mais do que colocar os trabalhadores em casa, a medida vai causar reflexos na receita da Prefeitura e queda nas vendas do comércio da cidade. De acordo com o chefe do Executivo, Gentil Alves Costa (PSDB), a […]
No comércio, a queda também será grande. Cálculos da Associação Comercial e Industrial de Rio Piracicaba (Aciarp) dão conta de que a cada R$10 que são gastos nos estabelecimentos da cidade, R$6 são de trabalhadores da Vale. A previsão do presidente da entidade, Tarcísio Guimarães, é de que aconteça um efeito em cadeia.
Segundo o Sindicato Meta-base de Rio Piracicaba, foi feito um acordo com a Vale para que 180 funcionários sejam colocados em licença remunerada. Eles vão ficar em casa e receber a metade dos vencimentos, a não ser que recebam menos que R$850,00. Outros 120 empregados teriam sido transferidos para minas de Itabira e Mariana. O restante, cerca de 140, ficou em Água Limpa para fazer o trabalho de manutenção. A licença remunerada vai até o dia 31 de maio, quando a empresa vai decidir sobre o futuro do local e sobre a manutenção, ou não, de mais postos de trabalho.