Moradores de Caeté protestam contra mortes na BR-381
Engarrafamento chegou aos 10 quilômetros na BR-381
A morte de cinco pessoas em acidente na Rodovia BR-381 em acidente que transportava estudantes universitários revoltou moradores de Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Um grupo de manifestantes interrompeu na tarde desta sexta-feira o trânsito na rodovia, no local onde aconteceu a última tragédia.
Com o pisca-alerta ligado, carros, ônibus e caminhões seguiram em carreata pela estrada e parentes e amigos das vítimas fecharam os dois lados por mais de uma hora. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o protesto gerou um engarrafamento de
Entre as reivindicações dos moradores, está a duplicação do trecho entre Belo Horizonte e João Monlevade, que registra alto índice de acidentes e mortes. Pelo menos 200 curvas existem na rodovia entre as duas cidades. Balanço da Polícia Rodoviária Federal (PRF) mostra que 277 motoristas, passageiros e pedestres morreram na via em 2008.
Luto
Até o final da tarde desta sexta-feira, sete vítimas do acidente continuavam internadas em hospitais de Belo Horizonte. O caso mais grave é da universitária Lígia Aparecida Costa Pereira, de 29 anos. Ela está em coma e em estado gravíssimo, no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII. Os médicos iniciaram nesta sexta os procedimentos para constatar se Lígia teve morte cerebral.
Tamiris Ângela Silva, 21 anos, está em estado grave, internada no Centro de Terapia Intensiva (CTI). Outras duas vítimas estão em observação no hospital, uma no Risoleta Neves e duas em hospitais particulares.
Na manhã desta sexta-feira foram enterrados os corpos de duas das cinco vítimas do trágico acidente. de Alberty Silva Syrio, de 23 anos, e Osvaldo de Pádua Santos Júnior, 20 anos, foram enterrados no Cemitério do Rosário, em Caeté.