Um encontro com a história. Assim pode ser chamada também a expectativa de posse do futuro próximo prefeito de Nova União, Moacir Barbosa Figueiredo (PP), eleito em 5 de outubro, com 42,86% dos votos. Moacir do Chapéu, como é conhecido, obteve 1.775 votos, contra 1.548 de Nilo de Tunico, do PMDB, e 818 de Geraldo Paulino, do PR.
A história que o novo prefeito faz retornar ao conhecimento de seus conterrâneos remonta ao ano de 1987, ou mais precisamente, aos dia 28 de junho — quando se deu o plebiscito que determinou a vitória, por 80% das preferências em favor de Nova União contra o outro nome, José de Melo — e ao dia 16 de dezembro, data de sanção da Lei 9.454 referente à decisão dos nova-unienses.
O distrito foi criado em 1888 e o município em 30 de dezembro de 1962, originário do povoado de Viúva, que pertencia a Caeté, transformado em distrito em 1890 com o nome de União. Em 1943, o distrito passa a chamar-se União de Caeté. Mas a instalação da cidade, em 3 de março de 1963, conferiu o nome de José de Melo, que prevaleceu durante 24 anos. Hoje, Nova União, com 171 km² de extensão territorial, tem 5.461 habitantes (IBGE-2007) e se localiza A 50 km da capital, fazendo parte da Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A VOLTA DO CHAPÉU
Neste próximo 1º de janeiro, o chapéu está de volta ao comando do município. Moacir Figueiredo se tornara prefeito em 1984, quando ocupava o cargo de vice da chapa de Geraldo Afonso Fernandes, falecido naquele ano. Complementando o mandato até 1988, o prefeito histórico enfrentou as turbulências da mudança de nome. Nessa época, a confusão começou a marcar as discussões da escolha. O plebiscito acabou com todas as interrogações, embora houvesse, na época, ameaça de violência.
Depois, Figueiredo retornou à Prefeitura em 1993, eleito para o seu segundo mandato. Nesse período, DeFato acompanhou sua trajetória e registrou, “in loco”, o progresso do município. Moacir construiu pontes, urbanizou a cidade, melhorou estradas, levantou prédios escolares e promoveu a Festa da Banana, maior acontecimento da região, evento lançado por ele em 1988, sempre em setembro.
E esta é uma das promessas do novo mandatário: resgatar o tradicional acontecimento histórico-econômico-cultural, esquecido este ano. A sua eleição agora, ao lado do vice-prefeito Armilo José dos Santos (PTB), terá esta aguardada novidade. Mas a prioridade 1 da nova administração será a saúde, de acordo com suas declarações a DeFato.
Casado com Ângela Pessoa Coimbra de Figueiredo, com quem tem duas filhas, Moacir Figueiredo quer, principalmente, reduzir o índice de mortalidade infantil e acabar com o que chama de “hospital quatro rodas”. “Nossas estradas estão cheias de ambulâncias, não queremos isso, vamos reduzir o máximo possível essa prática que lota mais ainda as estradas, melhorando os postos médicos, investindo na contratação de profissionais da área”, assegura.
Também na pauta das realizações futuras a criação da Secretaria de Assistência Social. “Vamos construir creches para que as mães possam confiar a alguém a guarda dos filhos e, assim, trabalhar com mais tranqüilidade”, adianta. A Agricultura será, também, um setor em que pretende investir.
Na primeira semana de dezembro, Moacir viajou a Brasília, onde passou cinco dias peregrinando pelos principais ministérios. Antes da posse, já estava abrindo caminhos para o seu governo. No Distrito Federal, ele se inteirou das informações sobre a duplicação da BR 381. Mas o que mais o empolga é a rodovia alternativa que será asfaltada, de Santa Luzia a Bom Jesus do Amparo. “Esta será, de verdade, a obra que desafogará a 381”, anuncia, com grande esperança e entusiasmo.
Para os próximos quatro anos, o prefeito diz que já estão na pauta das realizações a construção da Usina de Compostagem e Reciclagem de Lixo e a conclusão da rede de captação de esgoto, além da obra final, principal e indispensável, da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).




