Abastecimento de água em Itabira está 15% abaixo do necessário

A disponibilidade atual de água em Itabira está 15,2% abaixo do recomendado. Este foi o dado apresentado pelo representante da OAB e membro do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Codema), Fabiano Penido, durante a audiência pública realizada pela Câmara Municipal na sexta-feira. O encontro foi marcado para discutir o problema de abastecimento no município.   […]

Abastecimento de água em Itabira está 15% abaixo do necessário
A disponibilidade atual de água em Itabira está 15,2% abaixo do recomendado. Este foi o dado apresentado pelo representante da OAB e membro do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Codema), Fabiano Penido, durante a audiência pública realizada pela Câmara Municipal na sexta-feira. O encontro foi marcado para discutir o problema de abastecimento no município.
 
A informação foi uma resposta do Saae à pergunta feita pelo Codema: “Com o volume de captação atual, qual a previsão de faltar água para atender a população em Itabira?" O questionamento faz parte de uma série de perguntas enviadas à autarquia pelo Conselho em agosto, cujas respostas foram apresentadas na audiência.
 
Os diretores do Saae ressaltaram que não há nenhuma reserva técnica para atender empreendimentos industriais na cidade e que a autarquia tem outorga de apenas de 44% das captações superficiais, sem possibilidade de aumentar. Caso haja período de estiagem prolongada, não terá vazão para atender ao consumo habitacional.
 
Pela metade
O cenário está crítico. Em situação normal, com reservas técnicas para abastecimento industrial, seria preciso captação de 458 litros por segundo (l/s); a produção atual é de 388 l/s, chegando a 413 l/s com as galerias. Em períodos de estiagem, a produção cai quase que pela metade, chegando a 252 l/s.
 
As informações foram recebidas com muita preocupação pelos participantes. José Antônio Reis Lopes, presidente da Acita, cobrou resultados e criticou a falta um estudo de viabilidade técnica para captar recursos para solucionar o problema. “Já estamos em situação de emergência. Não há como pensar em diversificação da economia se nenhuma empresa pode se instalar na cidade porque não tem água. A questão precisa sair da discussão e partir para a ação”, disse.
 
As poucas pessoas que participaram da audiência reclamaram da falta de água em vários bairros da cidade. Antônio Vander, presidente do Saae, disse que não falta água no município, pois os problemas que ocorrem se devem a obras de manutenção. Na opinião dele, seriam casos pontuais, que rapidamente são sanados.
 
Autoridades
A audiência foi presidida pelo vereador Tião da Antena (PP). Na mesa também estavam Solimar (PSDB) e Tãozinho (PP) – o encontro foi solicitado pelos três parlamentares. Apenas Torrinha (PDT) e Élson Sá (PMDB) justificaram a ausência devido a outros compromissos. Os demais vereadores não compareceram à audiência.
 
Arnaldo Lage, secretário Municipal de Meio Ambiente, e Sueli Silva, representante da Vale, também fizeram parte da mesa. O prefeito João Izael foi convidado, mas não compareceu. O representante do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) havia confirmado presença, mas por motivo de doença, também não esteve presente.