Abertura do 52º Festival de Inverno destaca identidade cultural e reflexão sobre arte

A abertura do festival ficou por conta do projeto Teatro em Movimento, que apresentou uma produção teatral baseada no legado literário de Paulo Mendes Campos

Abertura do 52º Festival de Inverno destaca identidade cultural e reflexão sobre arte
Foto: FCCDA/Aguinaldo Ferreira
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A Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA) deu início à programação do 52° Festival de Inverno de Itabira nesta quarta-feira (15). Sob a temática “Travessias”, a edição deste ano propõe uma reflexão sobre a influência da arte no cotidiano, na memória coletiva e na valorização da identidade local.

A agenda cultural do evento reúne uma ampla variedade de manifestações artísticas, que vão desde dança, literatura, música e artes plásticas até práticas tradicionais, palestras, oficinas e peças cênicas.

A abertura do festival ficou por conta do projeto Teatro em Movimento com espetáculo ““Aurora”, que apresentou uma produção teatral baseada no legado literário de Paulo Mendes Campos. Concebido, roteirizado e dirigido por Rodrigo Penna, com a colaboração de Adriana Falcão no roteiro, o espetáculo utiliza como referência a antologia “O Amor Acaba: Crônicas líricas e existenciais”, publicada em 1999. Interpretada pelos atores Elisa Pinheiro, Gustavo Damasceno e Kadu Garcia, a obra foge da estrutura narrativa convencional para construir uma apresentação poética a partir de fragmentos de crônicas, poesias e correspondências do escritor.

Marco Antônio Lage (PSB), prefeito de Itabira, salientou que “o festival de inverno faz parte da cultura de Itabira. É o único festival com mais de 50 anos ininterruptos em Minas Gerais. Itabira é uma potência cultural, e o festival reflete isso, com sua diversidade, oficinas e formação de artistas. Ele conecta educação e cultura, e tem potencial para crescer ainda mais, atraindo turistas e consolidando nossa identidade cultural”.

Vanessa Faria, Superintendente da Fundação, destacou o “Festival de Inverno completa 52 anos e já é um patrimônio cultural de Itabira e do estado. Ele dialoga com todas as linguagens artísticas e renova a arte a cada edição. É um momento de encontro entre artistas, escritores, músicos e crianças que estão começando. Queremos que a cidade veja no festival um lugar de pertencimento e que continue marcando a vida de todos”.