Acusado de matar Tchô se entrega e conta sobre crime no bairro Pedreira

Jeferson se entregou à Polícia Civil de Itabira

Acusado de matar Tchô se entrega e conta sobre crime no bairro Pedreira
O acusado de matar Clédson da Silva Reis, 21 anos, o Tchô, nesse domingo, 13 de maio, no bairro Pedreira, se apresentou à Polícia Civil de Itabira nesta segunda-feira, 14. Jeferson Henrique Gonçalves Ferreira, 22, entregou a arma do crime – um revólver calibre 32 – e contou à reportagem de DeFatoOnline sobre o que o levou a matar o jovem que atormentava o bairro Pedreira.

Segundo Jeferson, tudo começou há pouco mais de um ano, quando Tchô e outros amigos teriam o cercado no bairro Pedreira e o agredido. A partir daí, ele alega não ter tido mais paz. Os autores atiraram para o alto no bairro para impor o medo e estavam sempre mandando recado de que iriam matá-lo.

De acordo com relato do acusado, em uma audiência, eles teriam pedido para que retirasse a queixa na Polícia e que a partir daí a “guerra” acabaria. Mas, segundo Jeferson, nada mudou quanto as ameaças. Inclusive, ele teria perdido o emprego em uma empreiteira porque os indivíduos teriam dito que infernizariam a vida dele na portaria da empresa.

Crime

Jeferson relatou à reportagem que no início da tarde de domingo, Dia Das Mães, se preparava para almoçar, mas decidiu ir até um bar na praça João de Barro, no Pedreira, para comprar um refrigerante, e deparou com Tchô na esquina ao lado da motocicleta. Ainda segundo ele, Tchô fez menção de montar na moto e colocou a mão na cintura, como se estivesse armado.

Foi aí que o jovem sacou o revólver calibre 32 e disparou cinco vezes contra a vítima. Ele negou a suspeita levantada de que seu pai teria participado do crime e confirmou apenas que um menor que também já teria sido vítima de Tchô é que teria chegado ao lado do corpo.

Após os disparos, ele seguiu sentido barragem de Santana, sozinho em uma motocicleta, retornou sentido Parque de Exposições e foi para São Gonçalo do Rio Abaixo, onde permaneceu sentado até a manhã desta segunda-feira.

Apresentação

Jeferson disse ainda que uma intimação por parte da Polícia Civil chegou na sua casa. Acompanhado de seus familiares e do advogado criminal Sílvio Alvarenga, decidiu se apresentar e entregar a arma usada no crime. Ele ainda fez questão de frisar que decidiu falar com a reportagem por ser um cidadão de bem, trabalhador e não ter nenhum tipo de envolvimento com a criminalidade.

Defesa

O advogado do acusado disse que a principal tese de defesa é de que Jeferson agiu por se sentir ameaçado e de que, quando houver o julgamento, pretende convencer os jurados de que o rapaz é trabalhador, honesto e de que é réu primário.