Água fica 3,5% mais cara em Itabira a partir de 15 de abril

A água de Itabira estará 3,5% mais cara a partir do dia 15 de abril. A revisão tarifária foi publicada nesta sexta-feira, 16 de março, no Diário Oficial de Minas Gerais. O índice foi definido após uma consulta pública realizada pela Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado […]

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A água de Itabira estará 3,5% mais cara a partir do dia 15 de abril. A revisão tarifária foi publicada nesta sexta-feira, 16 de março, no Diário Oficial de Minas Gerais. O índice foi definido após uma consulta pública realizada pela Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado (Arsae). Além do aumento, também haverá mudança no sistema de cobrança, instituição da Tarifa Social, e uma espécie de choque de gestão no Sistema Autônomo de Água e Esgoto de Itabira (Saae), com redução de gastos com pessoal e contratação de terceirizadas.

A consulta pública foi realizada no período de 10 de fevereiro a 05 de março de 2012. A proposta inicial da Arsae era de um aumento de 3,10%, mas propostas feitas na audiência subiram o índice em 0,4%. As principais alterações foram: acréscimo de recursos para investimento no projeto de conservação de nascentes (Projeto Mãe D’Água); e consideração de funcionários para o laboratório do Saae na determinação dos custos de pessoal.

O reajuste no valor da água é menor que o do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ficou em 8,88% entre dezembro de 2010 (data do último reajuste) e março deste ano. Na definição do nível de receita do Saae de Itabira, a Arsae-MG considerou apenas os custos operacionais eficientes. Isso exigirá da autarquia municipal esforço de redução dos custos de pessoal, de terceiros, de energia elétrica e de material de tratamento. Em visita recente a Itabira, o diretor-geral da agência reguladora, Antonio Caram Filho, chegou a afirmar que o Saae precisa ser mais eficiente.

Mudanças

A partir do dia 15 de abril também será alterada a estrutura tarifária, com a substituição do faturamento com consumo mínimo pelo faturamento com a tarifa de disponibilidade e, ainda, com a tarifa por volume. A mudança é vantajosa para as famílias de baixo consumo, além de representar um incentivo ao uso consciente da água.

Outra novidade é a introdução da tarifa social, que beneficiará mais de 6 mil famílias, de acordo com a Arsae. Consumidores de baixa renda poderão ter redução de até 40% no valor de suas contas de água e esgoto. As condições para ter direito ao benefício estão na nota técnica, publicada no site www.arsae.mg.gov.br.