Água mineral Crystal tem lote retirado do mercado após contaminação bacteriana, informa Anvisa

A decisão de retirar o produto de circulação ocorreu após análises de rotina realizadas pela Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal

Água mineral Crystal tem lote retirado do mercado após contaminação bacteriana, informa Anvisa
Foto: Reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta quarta-feira (3), a Resolução nº 2.247/2026, oficializando o recolhimento voluntário de um lote específico de água mineral natural sem gás da marca Crystal. A medida foi adotada pela própria fabricante, a Mineração Bom Jesus Ltda., sediada em Luziânia (GO), e determina a imediata suspensão da comercialização, distribuição e consumo das unidades afetadas. O lote em questão é o LZ1 VAL200127 3 P 200126, envasado em 20 de janeiro de 2026 e com prazo de validade estipulado até 20 de janeiro de 2027.

A decisão de retirar o produto de circulação ocorreu após análises de rotina realizadas pela Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa/DF). Amostras encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) identificaram a contaminação pela bactéria Pseudomonas aeruginosa. Uma contraprova laboratorial posterior confirmou o diagnóstico inicial, gerando o Laudo de Análise Fiscal Definitivo e motivando a interdição preventiva dos produtos por parte da vigilância local, que prontamente notificou a Anvisa.

A bactéria em questão pode oferecer riscos à saúde, razão pela qual a agência reforça que os cidadãos que possuam garrafas desse lote em casa interrompam o consumo e aguardem as instruções da fabricante para a devolução ou reembolso.

Ao todo, o lote sob suspeita compreende 374,4 mil garrafas de 500 ml. A distribuição das unidades concentrou-se majoritariamente no Distrito Federal (230.443 garrafas), seguido por municípios do interior de São Paulo (75.750), cidades goianas vizinhas à capital federal (66.768) e no estado do Tocantins (1.439).

A mineradora informou às autoridades que o processo de recolhimento foi disparado de forma imediata junto às redes de distribuição e que cerca de 99,2% das unidades já foram removidas dos pontos de venda. Até o momento, não houve notificações ou queixas formais de clientes nos canais de atendimento da marca. A empresa abriu uma auditoria interna para identificar a falha no processo de envase, reuniu-se com a Anvisa e segue colaborando ativamente com os órgãos de fiscalização. O monitoramento aponta que o problema ficou restrito exclusivamente a este lote e à unidade fabril de Luziânia.

* Com Anvisa.