Álcool e tabaco são a porta de entrada para outras drogas, diz coordenador
Amauri explicou classificações e tipos de drogas
Diversas autoridades de todo o estado discutiram soluções para o problema das drogas em Itabira, nesta segunda e terça-feira, (18 e 19 de junho), dentro do Seminário Quero Viver, promovido pela Amai em parceria com o Conselho de Políticas sobre Drogas (Comppud). Na tarde de ontem, o coordenador do Centro de Referência sobre Álcool e Drogas do Governo de Minas, Dr. Amauri Silva, ministrou uma palestra sobre o tema e destacou: “A porta de entrada para as outras drogas são o álcool e o tabaco”.
Amauri explicou classificações e tipos de drogas, o efeito causado no cérebro e as mudanças ocorridas no comportamento dos usuários. Para o coordenador, determinados tipos de pessoas buscam especificamente algumas drogas de acordo com características de personalidade. “Uma pessoa tímida vai procurar uma droga estimulante; já uma mais agitada normalmente procurará uma mais relaxante”, afirmou.
O palestrante garante que as drogas ilícitas sempre têm por trás uma pergunta: “Qual o real motivo que levou uma pessoa a buscá-las?”. Desajuste familiar (forma de afrontar ou chamar atenção dos pais, por exemplo), necessidade de auto-afirmação, pressão do grupo e curiosidade são algumas respostas a este questionamento.
Além de ter relatado experiências reais de dependentes químicos com os quais teve contato no centro de referência, Amauri ressaltou que a determinação e apoio familiar são essenciais para virar o jogo.
Incentivo ao esporte
O delegado regional de Polícia Civil, Paulo Tavares Neto, que também foi palestrante do evento, focou seu discurso no incentivo ao esporte para combater o uso de drogas entre crianças e adolescentes.
A DeFatoOnline, o delegado citou sua preocupação com a possível alteração no Código Penal Brasileiro, que ainda está na fase de anteprojeto. Segundo ele, sua aprovação garantirá o direito de consumir drogas em casa. “Isto criará uma grande aresta e dificultará muito àqueles que militam no combate aos entorpecentes”, avalia. “Já é difícil como está, será ainda muito pior”, lamenta. Paulo garante que a proposta do seminário é muito importante na discussão de estratégias de prevenção e combate a este mal que tanto assola a sociedade.