Áurea Carolina, Raquell Guimarães e Núbia City lançam candidaturas em Itabira
Encontro do movimento “Mulheres Unidas pelo Futuro” reuniu as três candidatas e marcou oficialmente a apresentação das candidaturas ao Senado e à Assembleia Legislativa de Minas Gerais

Itabira foi palco, no domingo (16), do lançamento das candidaturas de Áurea Carolina (PSOL) ao Senado e Raquell Guimarães (Rede), como a sua primeira suplente; além de Núbia City (Rede), que concorre ao cargo de deputada estadual. O encontro, realizado no auditório da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) Itabira, também reuniu lideranças políticas e representantes de diferentes setores em torno do movimento encabeçado pelas três candidatas e denominado “Mulheres Unidas pelo Futuro”.
Entre as autoridades presentes estava o prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage (PSB) — casado com Raquell Guimarães. O evento marcou a apresentação pública das três candidaturas justamente no dia que deu início às campanhas visando as eleições 2026, na qual serão escolhidos presidente da República, governadores estaduais, senadores e deputados federais e estaduais.
O encontro foi marcado por discursos que abordaram, entre outros temas, desenvolvimento econômico, participação popular, gestão pública, educação, meio ambiente e a representação política de Itabira.

Áurea Carolina destacou em sua fala a necessidade de buscar alternativas econômicas para municípios cuja atividade mineral, segundo ela, não pode ser tratada apenas sob a perspectiva econômica:
“Fazer tudo que estiver ao nosso alcance e fazer o impossível também para a gente virar esse jogo contra a máfia da mineração, por prosperidade econômica para o nosso povo, por alternativas de diversificação econômica nos territórios exauridos”.
A candidata ao Senado também citou setores que, em sua avaliação, podem contribuir para a diversificação econômica. “A gente tem tantos potenciais econômicos que vêm da economia criativa da cultura, do turismo, da ciência, da tecnologia, são tantas possibilidades que podem e devem ser incentivadas, apoiadas pelas políticas públicas”.
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Áurea defendeu ainda a participação popular na construção dessas alternativas e relacionou o tema à geração de trabalho e renda. “Trazer o setor privado para construir essas alternativas, construir com as pessoas, com participação popular, gerar trabalho decente, renda digna para as pessoas”.
Ao falar sobre a aliança com Raquell Guimarães, a candidata também adotou um tom mais pessoal e simbólico, destacando a união entre as mulheres que compõem a chapa:
“Eu acho que isso aqui foi foi Deus que fez. É uma constelação mesmo, é um alinhamento de estrelas porque o universo tem infinitas estrelas e todas têm a sua grandeza, o seu brilho, o seu tempo de vida, é muito lindo saber que tem brilho pra todas, e é assim que nós somos”.

Raquell defende escuta e gestão pública
Primeira suplente de Áurea Carolina — caso ela seja eleita senadora —, a primeira-dama de Itabira, Raquell Guimarães, concentrou parte de seu discurso na relação entre gestão pública, iniciativa privada e sociedade. Ela defendeu uma atuação política baseada na escuta da população e na construção coletiva:
“Servir significa primeiro ouvir. O ponto de partida não é o discurso, a narrativa. O ponto de partida tem que ser primeiro ouvir, [tem que ser] a escuta”.
Raquell também falou sobre a experiência adquirida como primeira-dama e sobre o contato com diferentes demandas da comunidade. “Como primeira-dama, o que mais fiz foi escutar, acolher e conhecer. Hoje consigo entender e mensurar todos os desafios da comunidade e também da máquina pública, totalmente diferentes dos desafios que enfrenta a iniciativa privada”.
Em outro trecho, a candidata abordou a possibilidade de aproximação entre poder público, empresas e terceiro setor. “Enquanto empresária, em parceria com o Estado, na minha marca de roupas, produzindo dentro do sistema prisional, eu aprendi exatamente isso, que iniciativa privada e poder público têm potencial para se harmonizar e criar, assim, uma sociedade muito melhor com o terceiro setor atuando junto”.
A defesa da pauta ambiental também ocupou espaço importante no discurso. Raquell citou a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) e afirmou que considera necessário eleger representantes comprometidos com a questão ambiental. “Estamos entregando para as novas gerações um planeta gravemente ferido. Hoje a gente elege pessoas comprometidas com a causa ambiental para valer ou não haverá condições de sobrevivência para a nossa espécie humana”.
Ao final de sua fala, Raquell pediu apoio à candidatura de Núbia City à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). “Portanto, o voto que pedimos a partir de hoje [ontem] em Nubia City, deputado estadual”.

Núbia City aposta na união para eleger representante de Itabira
Candidata a deputada estadual, Núbia City colocou a representação política de Itabira no centro de seu discurso. Ela reconheceu a dificuldade histórica de o município eleger deputadosestadual, mas defendeu que a união em torno de demandas comuns pode mudar esse cenário:
“Muita gente chega pra mim e fala: ‘mas Itabira não elege deputado tem muitos anos’. Pode até ser de fato que tem muitos anos que Itabira não elege deputado estadual, mas eu tenho certeza que quando a gente se unir o suficiente pra isso, vamos eleger um deputado”.
Núbia afirmou que pretende levar para a disputa uma representação construída a partir das demandas da população. “E que a gente pegue a nossa dor juntos, a dor de quem mora em Itabira, a dor de quem sente e de quem está aqui e quer viver aqui, quer que nossos filhos cresçam em uma Itabira melhor”.
A candidata encerrou defendendo a união como caminho para alcançar uma representação do município na ALMG. “A gente consegue se unir e eleger sim [uma deputada estadual]”.

PSOL e Rede disputam as eleições em federação
As candidaturas apresentadas no encontro, visando as eleições 2026, estão inseridas na Federação PSOL-Rede, formada pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e pela Rede Sustentabilidade.
A federação foi aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 26 de maio de 2022. Pelo modelo, os partidos integrantes precisam atuar de forma conjunta nas eleições e no Congresso Nacional por no mínimo de quatro anos, funcionando, na prática, como uma única agremiação partidária durante esse período.