Funcionária suspeita de desviar R$ 500 mil de supermercado em Goiás gastou o dinheiro com carro zero, casa e Iphone
A jovem trabalhava no local havia aproximadamente 5 anos, com salário de R$ 3 mil e tinha gastos incompatíveis com a renda
Cálculo aproximado do dono de um supermercado no bairro Parque Trindade, em Aparecida de Goiânia (GO) acusa um prejuízo de cerca de R$ 500 mil em desvio praticado por uma funcionária de 22 anos, que está sob investigação policial.
A jovem trabalhava no local havia aproximadamente 5 anos, com salário de R$ 3 mil e tinha gastos incompatíveis com a renda.
Segundo o delegado Henrique Berocan, “ela era uma pessoa de muita confiança do dono do estabelecimento e fechava o caixa de várias empresas dele”.
O dono do estabelecimento não conferiu adequadamente os fechamentos anteriores realizados pela funcionária e será feito um levantamento retroativo dos caixas para apurar o prejuízo.
O delegado afirma que a suspeita chegou a exibir um saldo de cerca de R$ 60 mil em sua conta em um salão de beleza onde fazia o cabelo.
“Além disso, funcionários de uma lotérica afirmaram em depoimento à polícia, que a jovem depositava há cerca de dois anos quase que diariamente de mil a dois mil reais em espécie, o que será apurado com a quebra de sigilo bancário dela”.
O proprietário do estabelecimento instalou um cofre eletrônico em sua empresa e percebeu um aumento de divergência de cerca de 20%dos fechamentos.
No dia do flagrante, ela teria furtado aproximadamente R$ 1.428 do montante que deveria ter sido depositado, quantia confirmada pelas imagens do circuito interno, que a mostraram retirando as cédulas durante o fechamento sem repassá-las ao caixa.
A funcionária foi presa em flagrante na segunda-feira (10), mas solta após audiência de custódia.
Durante diligência na casa dela, o namorado da investigada resistiu á entrada dos policiais, chegando a ameaçar soltar dois cães da raça rottweiler contra os agentes. A situação foi controlada sem intercorrências.
Em sua defesa, a funcionária negou os crimes afirmando que o dinheiro era resultado do “jogo do tigrinho”.
A investigação apurou que a mulher adquiriu um carro zero-quilômetro para o namorado trabalhar como motorista de aplicativo. “Apreendemos com ela um iPhone 17 Pro Max, que custa cerca de R$ 10 mil, e também vimos que ela ostentava nas redes sociais com bebidas importadas“, diz o delegado.
Ela também teria comprado uma casa nova por meio de ágio (quando a pessoa assume o valor já investido por outra em um bem financiado), além de ter feito uma tatuagem de R$ 5mil a partir do valor desviado.
Na quebra do sigilo bancário, a polícia encontrou anotações que podem ter relação com o esquema de retirada de valores.
O dono do estabelecimento acredita que as retiradas ocorriam havia pelo menos dois anos, quando ela conheceu o namorado, segundo o delegado.
“O tempo é estimado, de quando ele passou a sentir falta. Ele relatou que ela era um ótima funcionária até mudar o comportamento”.
Ela será investigada por furto qualificado e o namorado também pode responder criminalmente.
“Se ele tinha consciência da fonte ilícita do dinheiro, ele também responde por receptação ou até mesmo lavagem de dinheiro”.