Anvisa proíbe venda de “cafés fake” contaminados por toxina perigosa; veja marcas

Produtos continham resíduos, cascas e até toxina ligada a doenças renais graves. Três marcas foram proibidas e devem ser recolhidas do mercado

Anvisa proíbe venda de “cafés fake” contaminados por toxina perigosa; veja marcas
Foto: Pixabay

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, nesta semana, a fabricação, distribuição, comercialização, propaganda e uso de três marcas de “pó para preparo de bebida sabor café”. A medida atinge os produtos das marcas Melissa, Pingo Preto e Master Blends, que ficaram conhecidos como “cafés fake” após inspeções identificarem irregularidades sanitárias.

A determinação da Anvisa foi publicada após uma inspeção do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que já havia desclassificado os produtos no fim de maio. Os três produtos devem ser recolhidos pelas empresas, e os consumidores devem suspender o uso imediatamente.

As marcas proibidas pela Anvisa são:

  • Pó para o Preparo de Bebida Sabor Café – Master Blends Indústria de Alimentos Ltda;
  • Pó para o Preparo de Bebida Sabor Café Tradicional Marca Melissa – D M Alimentos Ltda;
  • Pó para o Preparo de Bebida Sabor Café Preto Marca Pingo Preto – Jurerê Caffe Comércio de Alimentos Ltda.

De acordo com a Anvisa e o Mapa, as irregularidades incluem contaminação com ocratoxina A (OTA), uma substância tóxica produzida por fungos, ligada a doenças renais crônicas, tumores urinários e problemas no desenvolvimento fetal. Além da presença de matérias estranhas e impurezas e uso de ingredientes de baixa qualidade, como grãos crus, resíduos e cascas, rotulados de forma enganosa como “polpa de café” ou “café torrado e moído”. Outro ponto notificado pela Anvisa foi a rotulagem enganosa, com imagens e termos que poderiam levar o consumidor a acreditar que se trata de café tradicional.

A empresa Duas Marias, responsável pela marca Melissa, declarou anteriormente que o produto não é rotulado como café torrado e moído, mas sim como uma formulação alternativa permitida por lei.

O consumidor que tiver adquirido qualquer uma das marcas proibidas deve suspender o uso imediatamente. É possível solicitar a substituição ou devolução do valor pago, com base no Código de Defesa do Consumidor. Caso o produto ainda esteja sendo vendido, a orientação do Mapa é que a denúncia seja feita por meio do canal oficial Fala.BR.