Apaixonados por Fusca se organizam no Vale do Aço
Batistinha exibe seu Fusca/68, 1.300, uma raridade que fica guardado com todos os cuidados possíveis
Mais um clube do Fusca está surgindo no país. Por iniciativa de alguns apaixonados pelos primeiros veículos da Volkswagen, o Clube do Fusca do Vale do Aço está em processo de formação. Neste sábado (14), os motoristas que possuem um antigo sedan voltam a se reunir, a partir das 16h, na praça 1º de Maio, em Timóteo, para ampliar a mobilização. A meta é eleger a primeira diretoria do clube, no próximo dia 28. Mais informações pelo telefone (31) 8727-4217.
O Clube do Fusca do Vale, como todos os outros, começou com uma reunião de conhecidos que tinham o gosto em comum e, aos poucos, está evoluindo. Brevemente, o clube terá diretoria, regras e normas rígidas, além dos encontros mensais e reuniões, conforme Frederico Torres e José Francisco, proprietários Fuscas e um dos maiores incentivadores. José Francisco, inclusive, já organizou três encontros de Fuscas na região. O automóvel, chamado inicialmente de Volkswagen Sedan, consolidou a indústria automobilística brasileira a partir de 1959.
A paixão pelo veículo, conhecido inicialmente pelo preço baixo, manutenção simples e tração traseira, entre outros trunfos que garantem a preferência, é tanta que os colecionadores já escolheram o dia 20 de janeiro para comemorar o Dia Nacional do Fusca. Além do orgulho de ser o feliz dono do mais famoso VW de todos os tempos, a idéia de montar a diretoria no Vale do Aço é filiar o maior número de aficionados e promover exposições e intercâmbio para facilitar a restauração e manutenção dos veículos.
Raridade
O aposentado João Batista Ferreira, o Batistinha, tem orgulho do Fusca/68, branco, 1.300, uma raridade que fica guardado, com todos os cuidados possíveis, em sua garagem, no bairro Ideal. Adquirido há mais de 20 anos, ele já deixou de vender o veículo depois de receber uma proposta de R$ 10 mil. Não se desfez do patrimônio em virtude da paixão e do seu valor histórico. “Tenho um Fusca porque gosto do veículo, que é raro. Só uso o meu carro para ir a casa do meu pai no bairro Caladinho, após uma boa lavada”, explicou Batistinha, que tem possui um outro veículo, um Chevrolet Corsa/2009.