Após interdição do palco, banda se apresenta ‘no chão’ em São Sebastião

Palco foi montado na rua após a interdição

Após interdição do palco, banda se apresenta ‘no chão’ em São Sebastião

A interdição, pelo Corpo de Bombeiros de Itabira, do palco onde as bandas se apresentariam ao longo dos quatro dias de Carnaval, no município de São Sebastião do Rio Preto (MG), obrigou os músicos a se apresentarem na rua mesmo, de frente para o público. A falta de resistência da estrutura montada para suportar o peso foi a principal razão da interdição.

Comandados pelo tenente Eliseu Washington Gonçalves Marques, os bombeiros estiveram em São Sebastião minutos antes da banda subir ao palco, na "madrugada do sábado para domingo", segundo contou o próprio tenente. 
 
A primeira providência, segundo Washington, foi conferir o projeto de montagem do palco, que deveria estar assinado por um engenheiro responsável, mas o projeto nem existia. 
 
Pelo laudo técnico apresentado pelos Bombeiros, a estrutura do palco era instável e não apresentava capacidade de sustentação suficiente para suportar o peso de equipamentos e pessoas. Além disso, a fiação referente aos equipamentos de som e iluminação estava montada de uma forma que oferecia risco de acidentes, inclusive incêndio.
 
Diante dos riscos  e da interdição, o palco foi "montado no chão" e os músicos obrigados a se apresentar de frente para o público. A inesperada mudança, entretanto, não impediu que os foliões deixassem de curtir o Carnaval. 
 
Boate Kiss
A interdição em São Sebastião é ainda um reflexo da tragédia ocorrida na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, na madrugada do dia 27 da janeiro, onde morreram 231 pessoas. O trágico acidente não só comoveu todo o país, como também serviu de alerta às autoridades responsáveis em fiscalizar estabelecimentos e locais onde ocorrem eventos com maior aglomeração de pessoas.