Após mais de dois meses de espera, Eliana é transferida para o Hospital São Judas Tadeu, em Oliveira

A transferência de Eliana havia sido determinada por decisão judicial proferida em 30 de abril pelo juiz João Fábio Bomfim Machado de Siqueira

Após mais de dois meses de espera, Eliana é transferida para o Hospital São Judas Tadeu, em Oliveira
Foto: Divulgação

Após 75 dias internada no Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD), em Itabira, a paciente Eliana de Sales Braz, de 32 anos, conseguiu, na madrugada desta quinta-feira (12), a tão aguardada transferência para uma unidade de maior complexidade. Diagnosticada com neuromielite óptica, uma doença autoimune rara que afeta o sistema nervoso central, Eliana foi transferida via sistema SUS-Fácil para o Hospital São Judas Tadeu, no município de Oliveira, onde poderá, enfim, receber o tratamento adequado, incluindo o procedimento de plasmaférese.

A Secretaria Municipal de Saúde de Itabira havia informado que o prontuário de Eliana foi atualizado recentemente por um neurologista para reforçar o pedido à Central de Internações, que opera em Belo Horizonte. A transferência foi autorizada e confirmada para a madrugada desta quinta-feira (12).

Casos como o de Eliana e de Herycson dos Santos, que também aguardava transferência por motivo semelhante, ganharam força após ampla repercussão nos veículos de comunicação da cidade, como o portal DeFato Online. A mobilização e a visibilidade pública contribuíram para acelerar a resposta das autoridades de saúde.

César Júnior, marido da paciente, emocionado, entrou em contato com a equipe de reportagem para agradecer a todos os envolvidos: “Você tinha pedido para eu te dar um retorno assim que a minha esposa conseguisse uma vaga. Eles vão transferi-la para Oliveira. Já estou passando aqui cedo para agradecer a você e toda sua equipe pela matéria. Muito obrigado e Deus te abençoe por hoje e sempre.”

Ele também fez questão de deixar um agradecimento especial para todas as pessoas que compartilharam a matéria anterior e ajudaram a dar visibilidade ao caso: “Também agradeço a todos que se empenharam, que compartilharam essa matéria aí de alguma forma”, acrescentou

Relembre

Eliana está internada desde o dia 27 de março e teve seu caso incluído no sistema SUS-Fácil no dia 31 do mesmo mês, com solicitação de vaga em uma unidade que disponibilizasse o procedimento de plasmaférese, essencial para o tratamento de doenças desmielinizantes, como neuromielite óptica ou esclerose múltipla, que são as suspeitas médicas sobre seu quadro clínico.

O procedimento não é oferecido pelo HNSD, e desde então a paciente aguardava uma vaga em hospital com estrutura adequada. Durante esse período, a equipe médica local seguiu prestando os cuidados possíveis até que a vaga fosse confirmada.

A transferência de Eliana foi determinada por decisão judicial proferida em 30 de abril pelo juiz João Fábio Bomfim Machado de Siqueira. Na sentença, o magistrado acolheu o pedido da defesa da paciente e determinou que o Estado providenciasse a remoção para uma unidade de saúde com capacidade para realizar o procedimento de plasmaférese no prazo máximo de cinco dias. Em caso de descumprimento, a decisão previa o sequestro de verbas públicas suficientes para custear a transferência e o tratamento necessário em uma instituição privada.