Após protestos, Samarco se reúne com Movimento dos Atingidos por Barragens

A reunião foi intermediada pelo líder do Governo, deputado Durval Ângelo, e pelo subsecretário de Relações Institucionais da Secretaria da Casa Civil, Rômulo Ferraz

Após protestos, Samarco se reúne com Movimento dos Atingidos por Barragens

Representantes da mineradora Samarco e do Grupo Vale se reuniram, na manhã dessa sexta-feira 11 de março, com integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) que representam algumas das vítimas do rompimento da Barragem do Fundão, que ocorreu em Mariana (Região Central do Estado), em 5 de novembro de 2015. A reunião, que terminou em impasse, aconteceu na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e foi intermediada pelo líder do Governo no Parlamento, deputado Durval Ângelo (PT), e pelo subsecretário de Relações Institucionais da Secretaria de Estado da Casa Civil, Rômulo Ferraz, após o MAB ter obstruído o tráfego nas linhas férreas de propriedade da Vale.

A obstrução das linhas férreas da Vale aconteceu na terça-feira (8), no distrito de Cachoeira Escura, que pertence ao município de Belo Oriente (Vale do Rio Doce). O trecho foi liberado após a marcação da reunião desta sexta. Cachoeira Escura tem cerca de 12 mil habitantes, segundo o MAB, e enfrenta uma grave escassez de água, que foi uma das questões emergenciais apresentadas à empresa pelo movimento social. O coordenador de Desenvolvimento Socioinstitucional da Samarco, Stanislau Klein, assumiu o compromisso de que representantes da empresa irão a Belo Oriente na próxima segunda (14) para discutir com autoridades locais e moradores qual a melhor solução para o problema.

 

O deputado Durval Ângelo lamentou que a empresa não aceitasse enviar carros-pipa a Cachoeira Escura para amenizar o sofrimento dos moradores enquanto não se providencie uma solução definitiva. “O problema é grave e a prefeitura é incompetente e inoperante. Entendemos que a empresa deveria flexibilizar e colocar os caminhões-pipa, mas parece que os negociadores não vieram com poder de decisão”, afirmou o parlamentar. Ele ressalvou, no entanto, que a Samarco não se recusou a atender essa e outras reivindicações no futuro e que espera uma reavaliação da empresa.