Assaltos no entorno da PUC Minas levam estudantes a cobrar segurança no Coração Eucarístico

Universidade anunciou novas câmeras, leitores faciais e catracas após reunião com alunos e Polícia Militar sobre ocorrências na região

Assaltos no entorno da PUC Minas levam estudantes a cobrar segurança no Coração Eucarístico
Foto: Reprodução/Redes sociais

Estudantes da PUC Minas se reuniram com representantes da universidade e da Polícia Militar para discutir a segurança no entorno do campus Coração Eucarístico, em Belo Horizonte. O encontro ocorreu após relatos de assaltos, furtos e tentativas de arrombamento de veículos nas ruas próximas à instituição.

A reunião contou com a participação de alunos, representantes da universidade e integrantes da 9ª Companhia do 34º Batalhão da Polícia Militar. Segundo comunicado divulgado pela PUC Minas, a PM apresentou dados que apontam queda nos índices de assaltos e arrombamentos de veículos na região, mas reconheceu a necessidade de reforçar a sensação de segurança nas imediações do campus.

Durante o encontro, a corporação informou que deve intensificar as rondas e direcionar o policiamento para os pontos onde foram registradas ocorrências. A comandante do 34º Batalhão, tenente-coronel Síria Delgado Matias, também destacou a importância do registro de boletins de ocorrência para orientar o planejamento das ações policiais.

Outros estudantes relatam insegurança em ruas próximas à universidade, especialmente no período noturno. Entre as queixas estão trechos com pouca iluminação, circulação reduzida de pessoas em determinados horários e facilidade de fuga por vias de grande movimento, como a Via Expressa.

A PUC Minas informou que pretende ampliar as medidas de segurança no campus. Atualmente, a unidade Coração Eucarístico conta com cerca de 600 câmeras de monitoramento. A universidade anunciou a compra de novos equipamentos, a instalação de leitores faciais com uso de inteligência artificial e a implantação gradual de catracas nos acessos.

As medidas internas, no entanto, não resolvem sozinhas o problema relatado pelos alunos, já que parte das ocorrências acontece nas ruas do entorno, fora dos limites do campus. Por isso, estudantes cobram presença policial, iluminação adequada e acompanhamento das áreas de maior risco nos horários de entrada e saída das aulas.

A universidade afirmou que mantém diálogo com a Polícia Militar sobre ações de prevenção. A PM, por sua vez, orienta que vítimas registrem boletim de ocorrência, já que os dados ajudam a identificar os pontos mais críticos e a definir as rotas de policiamento.