Autoridades e especialistas discutem solução para a dívida da prefeitura
Após afirmar que os dados apresentados pela Prefeitura de João Monlevade não corresponderiam à realidade financeira do município, o contador e consultor financeiro, Delci Couto, disse que apenas o Plano Emergencial criado por ele poderia solucionar o problema da dívida. Para Delci, práticas como acabar com algumas secretarias e redução de custos e até […]
Após afirmar que os dados apresentados pela Prefeitura de João Monlevade não corresponderiam à realidade financeira do município, o contador e consultor financeiro, Delci Couto, disse que apenas o Plano Emergencial criado por ele poderia solucionar o problema da dívida.
Para Delci, práticas como acabar com algumas secretarias e redução de custos e até de 10% do quadro funcional, colaborariam para a redução da dívida. Segundo ele, cargos de comandos também seriam atingidos. “João Monlevade é muito pequena para ter quase 20 secretarias. Obras e Serviços Urbanos são exemplos. Você não sabe onde começa e termina a função de cada um. São ações conflitantes”, analisa.
Quase mesma opinião demonstrou o vereador, Guilherme Nasser (PSDB), ao defender também a união de secretarias. Em seu exemplo, o vereador acredita que deveriam existir apenas as secretarias de Obras e Meio Ambiente, que incorporaria os Serviços Urbanos. Ainda em sua colocação, Nasser sugere a extinção da subprefeitura, que, em sua opinião, somente funciona como “cabide de emprego”.
Prefeitura alega que medidas já foram tomadas
O Prefeito Gustavo Prandini (PV), afirmou que medidas sugeridas pelo contador já estariam sendo realizadas dentro da prefeitura “há muito tempo”. O prefeito conta que não houve novidade no relatório apresentado a ele no final de agosto. Para ele, o fato de ter sido mencionado na mídia monlevadense que ele poderia contratar o contador Delci Couto como consultor da prefeitura é conflitante. “Ele é que me apresentou a proposta de consultoria quando o convidei (por sugestão do vice-prefeito, Wilson Bastieiri) a vir à prefeitura. Mesmo que houvesse interesse, não poderia contratá-lo, pois seria necessário realizar uma licitação do serviço”, ressalta.
Para o secretário de Fazenda, Júlio César Sartori, desde janeiro a prefeitura busca realizar cortes visando a redução da dívida. Ele explica que já havia uma projeção de perspectivas negativas. Em sua colocação, ele garante que o aumento das receitas, próprias da prefeitura poderiam auxiliar neste momento de dificuldades. “Por isso, começamos com um trabalho de redução de custos e aumento da nossa receita. Temos o ISSQN (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza) e o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). Estamos finalizando o nosso recadastramento imobiliário”, enumera.
Rejeição às propostas
Rejeitando as propostas citadas por Delci Couto e Guilherme Nasser, o secretário de fazenda esclarece que a extinção de algumas secretarias, redução de cargos de comandos e até o fechamento da subprefeitura no bairro Cruzeiro Celeste não resolveriam a situação.
Para Júlio Sartori, a margem de contribuição, para que houvesse a redução da dívida do município, seria pequena. “A subprefeitura não pode ser descartada, pois possui uma importância social para a população local, onde há um grande número pessoas carentes”, adverte. Para finalizar suas considerações, ele ainda ressalta que a subprefeitura trabalha para atender e buscar, na medida do possível, soluções para as demandas criadas pela população da região que gira em torno de 21 mil e 800 habitantes e conta com 22 bairros.