BH tem 16ª maior taxa de celulares roubados e furtados do país
Capital mineira registrou 831,3 aparelhos subtraídos por 100 mil habitantes em 2025, enquanto Minas reduziu o total estadual em cerca de 13%

Belo Horizonte teve a 16ª maior taxa de roubos e furtos de celulares entre os municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes em 2025. A capital registrou 831,3 aparelhos subtraídos por grupo de 100 mil moradores, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23). O indicador reúne as duas modalidades de crime.
BH está entre as seis cidades do Sudeste que aparecem nas 20 primeiras posições do levantamento, ao lado de São Paulo, Cariacica, Vitória, Itapecerica da Serra e Rio de Janeiro. São Luís liderou o ranking nacional, com taxa de 1.517 ocorrências por 100 mil habitantes, seguida por Belém, com 1.487, e São Paulo, com 1.390,5.
Entretanto, o estado passou de 44.847 celulares roubados ou furtados em 2024 para 38.935 no ano seguinte, uma queda de cerca de 13% no total de aparelhos subtraídos. Os dados nacionais mostram que seis em cada dez celulares foram levados por meio de furto, sem emprego direto de violência, enquanto quatro em cada dez casos foram classificados como roubo. O anuário aponta que o furto oferece menor exposição aos autores e pode ocorrer em aglomerações, estabelecimentos comerciais e momentos de distração das vítimas.
No país, os furtos se concentraram principalmente entre 10h e 12h e entre 17h e 20h. Quase metade ocorreu em vias públicas, enquanto 15,2% foram registrados em estabelecimentos comerciais e 6,1% no transporte público ou privado. Os percentuais refletem o cenário nacional e não foram detalhados especificamente para Belo Horizonte.
Minas também registrou aumento de 29,9% nas ocorrências de receptação entre 2024 e 2025. Conforme a análise, a elevação pode indicar maior atuação policial sobre o mercado que recebe e revende produtos de origem criminosa, mas não permite concluir, isoladamente, que houve crescimento real dessa atividade.
O anuário relaciona a subtração dos aparelhos a um problema que vai além do prejuízo material, já que celulares também podem ser usados para acesso a contas, dados pessoais e fraudes eletrônicas. Os estelionatos cresceram 429,8% no Brasil desde 2018, o que reforça a importância de ações contra a receptação e os canais de comercialização dos aparelhos.