BH testa contadores regressivos e barras de LED em ruas no Centro

Dispositivos foram instalados na rua Rio de Janeiro, em frente ao Shopping Cidade, e serão avaliados por três meses

BH testa contadores regressivos e barras de LED em ruas no Centro
Foto: Reprodução/Instagram/PBH

Belo Horizonte começou nesta segunda-feira (23) a testar dois novos dispositivos para reforçar a segurança de pedestres em travessias semaforizadas na região central. O piloto reúne um contador regressivo no semáforo de pedestres e barras de LED instaladas na borda da calçada, alinhadas às faixas de travessia. O sistema foi ativado na rua Rio de Janeiro, em frente ao Shopping Cidade, e o período de avaliação previsto é de três meses.

As barras de LED funcionam como uma sinalização luminosa adicional, sincronizada com o semáforo. Quando o sinal está liberado para atravessar, as luzes ficam verdes. Quando a travessia está proibida, a iluminação passa para o vermelho. A proposta é ampliar a percepção do momento de atravessar e aumentar a visibilidade da sinalização, inclusive para quem está com a atenção dividida no fluxo intenso do Centro.

O segundo recurso é o contador regressivo no semáforo do pedestre, que indica o tempo restante para a mudança do sinal. Durante o verde, o visor informa quantos segundos ainda há para concluir a travessia. A leitura do tempo é usada em outras cidades como forma de organizar o deslocamento e reduzir o risco de pessoas iniciarem a travessia já no fim do ciclo.

A BHTrans informou que o teste faz parte de um processo de demonstração de tecnologias disponíveis no mercado. O chamamento público para participação de empresas interessadas foi publicado no Diário Oficial do Município em 4 de março. Pelo modelo adotado, as empresas fornecem e instalam os equipamentos e ficam responsáveis pela manutenção durante o período de avaliação. As intervenções necessárias na travessia, como a instalação das barras de LED, são executadas pela BHTrans. Ao final do período de demonstração, os dispositivos utilizados deverão ser doados à empresa pública.

Segundo a BHTrans, a intenção é acompanhar o funcionamento do conjunto e observar se o reforço luminoso e a contagem regressiva aumentam a atenção de pedestres e motoristas e contribuem para reduzir sinistros nas travessias. Após o prazo de três meses, o desempenho do piloto deve embasar a decisão sobre eventual ampliação do uso da tecnologia em outros pontos com grande circulação de pessoas.