Roberto Carlos conta histórias na FCCDA

A tarde de quarta-feira (11) foi diferente para as turmas da rede pública de ensino que estiveram no teatro da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA). Elas tiveram a oportunidade de ouvir as histórias contadas pelo pedagogo e escritor Roberto Carlos Ramos, de Belo Horizonte. Atentos, professores e alunos se divertiram com as histórias […]

Roberto Carlos conta histórias na FCCDA

A tarde de quarta-feira (11) foi diferente para as turmas da rede pública de ensino que estiveram no teatro da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA). Elas tiveram a oportunidade de ouvir as histórias contadas pelo pedagogo e escritor Roberto Carlos Ramos, de Belo Horizonte. Atentos, professores e alunos se divertiram com as histórias de almas penadas e monstros, baseadas na tradição oral brasileira.

A oferta de atividades para os estudantes no teatro é uma parceria entre a FCCDA e a Secretaria Municipal de Educação (SME). Desta vez, participaram os alunos da Escola Municipal Profª Antonina Moreira, Colégio Municipal Profª Didi Andrade, Casa Lar, Casa do Pai e Escola Estadual Mestre Zeca Amâncio (Eemza).

A história contada sobre o monstro Marambaia, por exemplo, está em um dos livros infantis escritos por Roberto Carlos. Ele já foi interno da Fundação Estadual de Bem Estar do Menor (Febem), fez uso de drogas e morou nas ruas da capital mineira antes de ser adotado pela francesa Marguerit Duvas, que lhe ensinou a ler e escrever em francês e português.

“A literatura e o estudo, de uma forma geral, permitem à criança o poder da abstração. Quando a gente incentiva à cultura e à educação, a criança passa a buscar essa perspectiva. Quando ela não consegue perceber que pode fazer algo maior, procura a coisa imediata que é a droga”, comentou.

Ele também apontou a importância de estimular as crianças a participarem de atividades que possam agregar conhecimento. “Devemos incentivar atuações culturais e educacionais para ocupar nossos filhos para que não fiquem à mercê da coisa imediata: a marginalidade, a droga e a própria tv gratuita, que transmite essa questão do consumismo e que, para ser poderoso, é preciso ter. Na verdade, para ser poderoso é preciso ter conhecimento, que é eterno”, concluiu.

Parceria

A chefe do Departamento de Produção e Promoção Artística da FCCDA, Solange Bethônico, falou sobre a parceria estabelecida entre a Fundação e a SME para oferecer atividades culturais aos estudantes mensalmente. “É uma parceria que está dando certo, pois é uma oportunidade de as crianças terem acesso ao teatro”, disse. Ela também comentou sobre a atração: “A escolha do Roberto Carlos Ramos foi acertada, devido à sua trajetória e habilidade em contar histórias”.

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