Para viajar no inglês
Luiz Cláudio deixou o emprego para fazer intercâmbio na Irlanda, onde ficará por seis meses
Conhecer outros países é um sonho de muitas pessoas. Realizar esse sonho e ainda aprender um novo idioma é o objetivo de muitos estudantes que participam dos intercâmbios de inglês. Foi assim com a itabirana Isadora Castro, que, antes mesmo de completar a maioridade, teve a oportunidade de conhecer novas culturas em terras norte-americanas. Ela passou quase um ano nas cidades de Jaffrey e Rindge, na costa leste dos Estados Unidos. Hoje com 18 anos, a estudante conta que, desde os 8 estuda a língua inglesa e nutria o desejo de realizar a viagem.
A oportunidade veio através de um programa de intercâmbio do Rotary Internacional. A afinidade com o idioma e o interesse pela cultura americana a motivaram a encarar o desafio que mudou sua vida. “Aprendi aspectos da cultura de outros jovens que jamais poderia aprender de outra maneira. Isso mudou a forma como enxergo praticamente tudo”, diz.
Para a diretora do CCAA Itabira, Eline de Assis Bettero do Valle, os resultados de um intercâmbio impactam todos os aspectos da vida de uma pessoa. “Costumo dizer aos meus alunos que uma única experiência no exterior abre portas para o mundo. A sensação é de que você pode e consegue lidar com diversas situações em diferentes aspectos de uma forma segura”, afirma.
O mercado de trabalho, na opinião de Eline, vê de maneira diferente quem passa por um intercâmbio. Esses profissionais apresentam um perfil dinâmico, inovador, com experiência e visão de mundo diferenciada. Ao conhecer novos países, o intercambista passa por um amadurecimento pessoal e profissional. “Temos relatos de pais que perceberam mudança e melhora nos filhos logo após o término do intercâmbio”, conta.
Novas visões de mundo é o que busca o engenheiro de produção Luiz Cláudio dos Anjos Oliveira Júnior, de 25 anos. O itabirano está em um intercâmbio na Irlanda, onde passará seis meses estudando. Para a empreitada, se preparou por um ano e até largou o emprego. “Deixamos de lado o nosso ser social para descobrirmos, de fato, quem somos, do que gostamos e o que é fundamental em nossa vida”, disse. Luiz pretende aprimorar seus conhecimentos em inglês e fazer um mestrado na Holanda para garantir sua empregabilidade quando voltar ao Brasil.







