Projeto de professores rende R$ 1,5 milhão para Unifei equipar laboratórios

Professor-doutor que coordenou o grupo, Francisco Moura Filho

Projeto de professores rende R$ 1,5 milhão para Unifei equipar laboratórios

O campus itabirano da Universidade Federal de Itajubá (Unifei) recebeu recentemente uma verba de aproximadamente R$ 1,5 milhão do Fundo de Financiamento de Estudos de Projetos e Programas (Finep). O aporte financeiro foi conseguido, graças a um projeto elaborado por um grupo de 12 professores da instituição e Corpo Técnico da Unifei.

O projeto, intitulado “Centro de Desenvolvimento de Materiais em Itabira”, visou a aquisição de equipamentos de grande porte, acima de 100 mil dólares, para dar suporte à implementação de novas pesquisas. O foco é a formação de mestres e doutores.

De acordo com o professor-doutor que coordenou o grupo, Francisco Moura Filho, primariamente, houve uma seleção interna na Unifei e o grupo foi selecionado, juntamente de outros dois do campus itajubense. “A Unifei emitiu três projetos de pesquisa para captar esses recursos externos”. Apenas o grupo itabirano foi aprovado para receber a verba.

O recurso já foi reservado.  Com isso, foi comprado um Raio X de Alta Resolução, que é o carro-chefe da pesquisa inicial, na área de  materiais. O equipamento é fabricado sob encomenda e pode demorar até oito meses para chegar a Itabira. A intenção é também adquirir um Microscópio de Força Atômica para fazer todas as medidas magnéticas e ferromagnéticas, além de um conjunto de computadores (Cluster) para grandes cálculos matemáticos.  Todas as peças são importadas.

A equipe técnica do Finep levou em consideração alguns requisitos para  aprovação do projeto do Centro de Desenvolvimento: avaliações curriculares dos professores, número de publicações, projetos implementados e finalizados, formação de alunos em Projetos de Iniciação Científica (PIC), Mestrado e Doutorado.

“Acho que o que nós fazemos aqui é buscarmos sempre melhorar a qualificação do nosso corpo docente. Isso é um sistema com efeito de avalanche. Quando se melhora lá na pesquisa, isso bate e se reflete lá na graduação, formando um corpo técnico cada vez mais competente para o mercado”, disse o professor, lembrando que o pensamento é de se implantar um laboratório que possa, em alguns anos, ser referência na região.

 

 

 

 

 

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