Tia Eliana foca em educação de funcionários e comunidade santa-mariense
Aula inaugural foi realizada nessa segunda-feira, 23 de fevereiro, no auditório da Fundação Bretas
Ensino para promover o crescimento profissional e pessoal. Essa é a aposta da rede de lanchonetes Tia Eliana ao firmar uma parceria com o Sesi para levar aos funcionários e à comunidade de Santa Maria de Itabira o programa “Educação para Jovens e Adultos (EJA)”. A aula inaugural do projeto ocorreu na noite dessa segunda-feira, 23 de fevereiro, na Fundação Bretas, e contou com a participação de diretores da empresa e da entidade ligada à Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).
A EJA é um programa que visa reduzir a defasagem educacional no país. O projeto trabalha com jovens e adultos que deixaram a escola por algum tempo, mas que agora querem recuperar o compasso educacional. Em Santa Maria de Itabira, a EJA começa com duas turmas de 35 alunos de Ensino Fundamental. Serão três aulas por dia (50 minutos, cada) em dois turnos (vespertino e noturno). Além desses estudantes, outros 28 já estão inscritos para cursar o Ensino Médio, com previsão de início no dia 2 de março.
O projeto, apesar de ser voltado para as empresas, recebeu uma atenção mais social por parte da Tia Eliana. A diretora de Recursos Humanos da rede, Andiara Duarte Lage, conta que, a princípio, a EJA seria apenas para os funcionários, mas que os diretores chegaram à conclusão de que poderia ser aberto, também, para a comunidade. “Não somos uma empresa que visa só o lucro. Pensamos também em trazer um benefício para as pessoas. O importante é a melhora de dentro para fora. Quando a gente melhora, quando a gente abre o coração para aprender, a gente melhora em tudo. Melhora em casa, melhora na sociedade, melhora no trabalho também”, comenta.
Essa melhoria pessoal, que consequentemente leva à melhoria profissional, também é destacada pela gerente da unidade do Sesi em João Monlevade, Jullie Cristiane Fonseca. “Sabemos que a educação é o meio mais eficaz de trazer para os trabalhadores um crescimento pessoal e profissional. São tantas oportunidades que os trabalhadores conquistam depois da formação e isso para nós é um grande privilégio. É de extrema importância o funcionário ter a oportunidade de concluir o Ensino Fundamental e o Ensino Médio para chegar, de repente, a um curso técnico e daí por diante”, afirma.
Possibilidade de desenvolvimento
A aula inaugural da EJA, em Santa Maria de Itabira, focou a possibilidade de desenvolvimento que o projeto proporciona. Os alunos foram comparados a pássaros e incentivados a alçar voos maiores. No sentido literal, os participantes foram estimulados a prosseguirem após a conclusão do programa.
“Nós temos alunos já formados, que a princípio estavam desmotivados, e hoje estão fazendo curso técnico. Têm alunos nossos que já fizeram Enem, já passaram na faculdade. Isso não é aluno de 20 anos, 25, 30 anos. São alunos de 50 anos, 55. Ou seja, eles enxergaram na EJA a possibilidade de um passo muito maior. Isso daqui é só uma porta. Porque, na verdade, a EJA procura encorajar os alunos. O passo quem vai dar são eles”, diz a professora de História e Geografia, Wildelane Vilarino, há cinco anos atuando na EJA.
A percussora da rede de lanchonetes, Eliana Bretas de Assis, participou da aula inaugural e contou um pouco de sua história. Ela comentou que a empresa começou como um simples boteco, que tinha a intenção de dar emprego a duas ou três pessoas. Hoje a rede conta com 21 lojas, uma fábrica e 37 anos de história. “Agradeço a vocês por continuarem aquilo que a gente começou lá atrás”, disse aos funcionários. “Quanto maior o obstáculo, maior a conquista”, finalizou a tia Eliana.







