Técnicos da Unifei em greve se mobilizam na portaria da universidade
Desde o dia 8 de junho os técnicos estão em greve
Técnicos administrativos em greve da Unifei se mobilizaram na manhã desta quinta-feira, 16 de julho, na portaria da instituição de ensino, no Distrito Industrial. A finalidade foi o recolhimento de assinaturas que serão encaminhadas ao reitor da universidade, Dagoberto Alves de Almeida, na tentativa de agendar uma reunião com o Comando Local de Greve (CLG), em Itajubá.
Desde o dia 8 de junho os técnicos estão em greve. A adesão é de 50% dos trabalhadores da categoria. Em Itabira são 72 técnicos, sendo que 36 estão em greve. O movimento foi um pouco tímido nesta manhã, como informou a pedagoga Ana Amélia de Souza, porque a maioria dos profissionais está de viagem de férias.
Sobre o agendamento da reunião, Ana Amélia tem boas expectativas e acredita que o reitor irá atendê-los. “Acreditamos que ele vai agendar. Ele também tem uma agenda muito cheia, tudo muito corrido, mas com o endosso dos nossos colegas da categoria vai fazer com que ele agilize mais o agendamento”. Nesse encontro, será tratada a pauta interna, com reivindicações de Itabira. A pauta foi entregue à reitoria no dia 10 de julho.
Alessandra Pinheiro, do setor de Infraestrutura, acredita que o fato de a categoria ainda não ter sido chamada a discussões deve-se ao fato de a universidade continuar em funcionamento com 50% dos profissionais. Para ela, isso faz com que a Unifei não sinta os impactos de maneira contundente e se comporte com “descaso”. “Infelizmente os colegas que não aderem à greve fazem o serviço daqueles que estão em greve e estão lutando pelo benefício da categoria”, disse.
Reivindicações
A categoria reivindica:
-Término das obras do Restaurante Universitário (RU), com bons preços e qualidade
-Criação de uma creche para atendimento aos filhos dos servidores (Staes e docentes) e alunas (mães) da Unifei
-Implantação de brigadas de incêndio e primeiros socorros
-Pagamento de vale-transporte intermunicipal mediante comprovação de residência ao invés de passagens
-Implantação de políticas de qualificação para os servidores que desejam fazer sua primeira graduação
-Conclusão dos trabalhos da comissão criada para a implantação dos Turnos Contínuos para o funcionamento interrupto por 12 ou 18 horas dos órgãos da universidade (os alunos do noturno não são contemplados com laboratórios e secretárias com pleno atendimento)
-Compromisso de atuar junto a Andifes, para que esta firme posição junto ao MEC, MPOG e Governo Federal para isentar a pasta da Educação dos cortes previstos no ajuste fiscal e negociar as demandas da categoria, reposição de perdas que somam 27,3%, bem como Data-Base no sérviço público e revisão anual geral dos benefícios (plano de saúde e alimentação)







