Estudantes, pais e professores protestam contra possível fechamento da E.E. José de Grisolia

Os alunos bateram panelas para protestar contra o possível fechamento da Escola Estadual José de Grisolia

Estudantes, pais e professores protestam contra possível fechamento da E.E. José de Grisolia

A manhã desta quinta-feira, 9 de março, foi de mobilização na Escola Estadual José de Grisolia, no bairro Amazonas, em Itabira, por parte de estudantes, pais e professores, quanto a um possível fechamento da instituição. Houve panelaço, gritos de ordem e até ameaça de ocupação do espaço caso a informação se concretize.

Profissionais da escola contaram que foram informados extraoficialmente pela Superintendência Regional de Ensino de Nova Era, ligada a Secretaria de Estado de Educação, que as instalações seriam doadas para a Prefeitura de Itabira. O prédio conta com rampas de acesso, sala de informática, biblioteca, laboratório, além das salas de aulas e de professores.

Professora de história na José de Grisolia, Denise Felix contou que os profissionais ficaram arrasados com a informação e lamentou que muitos alunos ainda estão sem estudar por falta de vagas. “Nós professores ficamos sem chão, não fomos consultados em momento algum. Gradativamente ela está sendo fechada, já estamos sem o 6º ano, sem o 7º. E a demanda por matrícula está imensa. As pessoas estão com muitos alunos fora de escolas ainda e não estamos entendendo o motivo da Superintendência Regional não liberar a abertura dessas turmas”, afirmou.

Denise ainda falou que a escola já teve mais de 1.200 alunos e hoje conta com pouco mais de 400. “Só do magistério que eles liberaram para iniciar neste ano e quatro dias depois indeferiram, são 150 alunos esperando. São 150 pessoas que fizeram pré-matrícula, que queriam fazer magistério aqui, que foi liberado por todas as instâncias competentes e quatro dias depois falaram que não estava mais liberado”.

Falta de vagas próximas

A professora também disse que as escolas mais próximas não teriam condições de receber os alunos da José de Grisolia. “No caso são a Antônio Linhares Guerra, no João XXIII, que não é tão perto assim, e o Premen, que também não comportaria. E olha que estamos trabalhando com poucos alunos porque não estão deixando abrir mais outras turmas”.

O professor de matemática Jader Geraldo Gomes Figueiredo, que também atua na Antônio Linhares, afirmou que a unidade não tem estrutura para receber esses alunos. “Lá não tem uma biblioteca, funciona em uma sala de aula. Não tem sala de informática, a quadra é super pequena, banheiros mal conservados. Agora, é justo fechar uma escola com uma estrutura dessa, uma escola que foi reformada tem dois anos, para passar para o município? Não vai funcionar como escola depois”, criticou.

Apoio de vereadores

Os vereadores André Viana (PTN), Alain Gomes (PDT) e Decão da Loteria (PMDB) estiveram na José de Grisolia para apoiar o movimento de pais, estudantes e profissionais da instituição. Líder de governo na Câmara, Alain falou que não é interesse da Prefeitura que a escola seja fechada, apesar da informação que o prédio seria doado para o município.

“Não é que a Prefeitura pediu. É porque o prédio vai estar parado e eles vão doar para Prefeitura. Mas não é a Prefeitura interessada no prédio, interessada que a escola seja fechada. Ninguém tem interesse. Pode fechar delegacia, pode fechar tudo, menos uma escola”, garantiu.

Ocupação

Durante o protesto, um grupo de alunos garantiu que se for confirmado que a instituição será fechada, eles irão ocupar as dependências da escola. Pais também prometiam apoiar a ocupação, inclusive para não deixar os menores desamparados na alimentação.

O portal DeFato Online tentou contato com a Secretaria de Estado de Educação, porém até o fechamento desta matéria não obteve resposta sobre o possível fechamento da José de Grisolia. 

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