Greve contra reforma da Previdência atinge 70% das escolas de Itabira, segundo sindicato

Manifestantes fazem protesto contra reforma da Previdência em todo Brasil

Greve contra reforma da Previdência atinge 70% das escolas de Itabira, segundo sindicato

Professores das redes estadual e municipal de ensino de Itabira participam da greve organizada pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), que teve início nesta quarta-feira, 15 de março. O protesto é contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, pensada pelo Governo Federal para providenciar reformas na Previdência. De acordo com a coordenação do movimento, 70% das instituições itabiranas estão sem aulas e a projeção é de que esse índice aumente nos próximos dias.

Os professores que participam do movimento seguiram para Belo Horizonte, onde participam de ato unificado com docentes e outras classes de trabalhadores de todo país. Segundo o professor Filipe Rosa Ferreira, coordenador da subsede de Itabira do Sind-UTE, a adesão é maior em escolas estaduais da cidade. “Estão todas praticamente sem aulas. Só alguns professores decidiram não participar. Ficaram mais os que têm funções administrativas ou comissionadas, como diretores e vice-diretores”, explicou o líder sindical.

A reforma da Previdência propõe a definição de uma idade para a aposentadoria:  65 anos, tanto no caso de homens quanto de mulheres. Além dessa idade mínima, o governo Temer (PMDB) quer elevar o tempo mínimo de contribuição de 15 para 25 anos. Daí, o trabalhador precisaria atingir a idade mínima de 65 anos e pelo menos 25 anos de contribuição para poder se aposentar. Só que os 25 anos de contribuição só dão direito a 76% do valor da aposentadoria. A cada ano que contribuir a mais, é acrescido um ponto percentual. Assim, para receber 100% do valor do aposentadoria, será necessária contribuição por 49 anos.

A paralisação dos professores em Minas Gerais tem previsão para durar até o dia 28, quando ocorrerá uma assembleia em Belo Horizonte para definir a continuidade ou o encerramento da mobilização. A greve está diretamente ligada às etapas de tramitação da PEC no Congresso, explica Filipe Rosa. “Durante esses dias de movimento, vamos buscar a participação de mais professores e também de outros sindicatos. Já temos conversas com outras classes e isso está amadurecendo”, comentou o professor.

Outro item da reforma que preocupa os educadores é que ela acaba com as aposentadorias especiais para servidores como os policiais e bombeiros, bem como para os professores de ensino infantil, fundamental e médio, tanto do serviço público quanto privado. Essas categorias hoje têm direito à aposentadoria após 30 anos de contribuição, para homens, e 25 anos de contribuição, para mulheres, sem idade mínima.

DeFato Online entrou em contato com a Superintendência Regional de Ensino (SRE), em Nova Era, mas órgão ainda não tinha a comunicação da quantidade de profissionais em paralisação em Itabira e nem o número de alunos atingidos. Segundo a SRE esse quantitativo só poderá ser atualizado ao final do dia, quando os três turnos de aulas tiverem sido encerrados. 

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