Unifei aprova adesão à paralisação nacional e greve estudantil

Alunos da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), campus sede e Itabira, votaram favoráveis  à paralisação nacional prevista para quarta-feira, 15 de maio, e realização da greve estudantil a partir de 14 de junho. As assembleias para deliberação foram realizadas no início da noite desta segunda-feira, 13 de maio. Cerca de 1500 alunos participaram dos encontros, […]

Unifei aprova adesão à paralisação nacional e greve estudantil
Alunos da Unifei deliberaram em assembleia sobre a participação na paralisação nacional. Foto: Thamires Lopes/DeFato Online|

Alunos da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), campus sede e Itabira, votaram favoráveis  à paralisação nacional prevista para quarta-feira, 15 de maio, e realização da greve estudantil a partir de 14 de junho. As assembleias para deliberação foram realizadas no início da noite desta segunda-feira, 13 de maio. Cerca de 1500 alunos participaram dos encontros, sendo 456 em Itabira.

No campus Itabira a paralisação recebeu 445 votos a favor, seis contra e cinco abstenções. Alguns estudantes deixaram a assembleia antes da votação da proposta de adesão à greve que recebeu 316 votos a favor, 80 contra e 22 abstenções. A decisão, porém, dependia da maioria dos votos, levando em consideração a somatória dos campi de Itajubá e Itabira. O resultado de Itajubá também foi favorável, mas os números não foram informados.

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O diretor de Conselhos Superiores da Representação Estudantil da Unifei Itabira, Marcos Vinícius Souza, comemorou o resultado. “Avaliando o que aconteceu aqui hoje pude perceber como realmente não existe um lado, direita ou esquerda, pró ou contra o governo [do presidente Jair Bolsonaro – PSL]. O lado que existe aqui é o nosso lado [dos estudantes], e percebemos que temos que defender este lado. A gente está aqui para defender os nossos direitos e de quem está por vir. Então, é como se fosse um despertar da consciência das pessoas que precisam parar de olhar para o próprio umbigo e olhar mais para o coletivo.

Maioria dos estudantes decidiu pela adesão à paralisação nacional e pelo movimento de greve. Foto: Thamires Lopes/DeFato Online

“Greve não é férias”

Marcos Souza frisou ainda que “greve não é férias”, e orientou os estudantes a irem para as ruas manifestar contra os cortes na educação e a reforma da Previdência Social. “Greve não é férias. Greve é luta, é para a gente ir para as ruas, reforçar os movimentos que estão ocorrendo. Apesar de existirem diversos interesses individuais, o interesse final é conjunto na luta contro o desmonte que está afetando a sociedade como um todo. Não só educação e Previdência. Tudo que está acontecendo vai refletir na vida de todo mundo”, ressaltou o diretor de Conselhos Superiores da Representação Estudantil da Unifei Itabira.

Diretor de Conselhos Superiores da Representação Estudantil da Unifei Itabira, Marcos Souza, frisou que “greve não é férias”. Foto: Thamires Lopes/DeFato Online

Novo encontro

Uma nova reunião aberta para programar as atividades que devem ser seguidas até o início da greve, em 14 de junho. Além de alunos, é esperada a participação de membros da comunidade, servidores e professores e quem mais estiver disposto a aderir ao movimento de greve. Dúvidas sobre as faltas, provas e a possível não paralisação dos professores deve ser discutida a partir de agora.

Paralisação

Na quarta-feira, a partir das 10h, alunos da Unifei e servidores técnico-administrativos da instituição, apoiados por alguns sindicatos, farão uma passeata na avenida João Pinheiro, no Centro de Itabira. O movimento sairá da frente da Estação Rodoviária Genaro Mafra em direção à praça Dr. Acrísio Alvarenga.

“O que a gente pretende é mostrar para a cidade que a Unifei existe e não está contida nos muros. O que a gente faz aqui dentro afeta a população. Falo isso porque sou itabirano. Então, acho que existe uma imagem muito deturpada do estudante, que só quer farra, só quer festa. Mas não é assim. Estamos envolvidos em projetos de extensão que beneficiam muitas pessoas na cidade, em projetos que vão desde a educação popular até o desenvolvimento de tecnologias que vão trazer retorno”, concluiu Marcos Souza.