Pandemia deixa meninas sem escolas e vulneráveis à violência e mutilação genital
A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) impediu os estudantes a frequentarem as aulas presenciais nas escolas em todo o mundo.
A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) impediu os estudantes a frequentarem as aulas presenciais nas escolas em todo o mundo. Em alguns lugares, essa realidade tem gerado problemas graves para as crianças, principalmente para as meninas. Segundo especialistas em proteção infantil e de Organizações não governamentais (ONGs), o fechamento de escolas expôs crianças a violações dos direitos humanos, como a mutilação genital feminina forçada, casamento precoce e violência sexual.
Segundo reportagem do UOL, o Banco Mundial estima, globalmente, que 1,5 bilhão de crianças deixaram de frequentar as escolas em decorrência da pandemia. ONGs afirmam que após décadas lutando pela educação de meninas, a Covi-19 pode atrasar a igualdade de gênero na educação.
Na Tanzânia, meninas que estavam em internatos e foram enviadas para casa já sofreram mutilação genital feminina. Na região do Sahel, também na África, onde o casamento infantil é generalizado, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, a Unicef, teme que muitas meninas nunca mais voltem à escola.


