Como será a volta às aulas presenciais no Brasil?
Apesar dos planos, o cenário ainda é de incerteza, marcado pelo embate de autoridades, professores e especialistas.
A reabertura das escolas foi assunto na reunião ministerial da última terça-feira (9). O presidente Jair Bolsonaro afirmou que, agora, pode haver menos resistência à volta das atividades escolares, usando como argumento um estudo divulgado pela Organização Mundial da Saúde, que definiu transmissões assintomáticas como “raras” .
A justificativa usada pelo presidente, entretanto, já foi rebatida por epidemiologistas de vários países, com estudos que apontaram para a transmissibilidade do Sars-CoV-2 por pacientes que não expressam sintomas. A própria OMS se retratou depois e alertou que há perigo de pessoas pré-sintomáticas transmitirem o vírus. A agência reforçou que os estudos sobre assintomáticos ainda não são muito abrangentes.
Com discussões como essas, muito se fala sobre as voltas às aulas presenciais, depois de cerca de três meses de quarentena. Apesar dos planos, o cenário ainda é de incerteza, marcado pelo embate de autoridades, professores e especialistas, entre argumentos econômicos, educacionais e de saúde.


