A escola que reinventou o projeto de ensino para combater o racismo
Em meio à suspensão das aulas presenciais por conta da pandemia e aos protestos contra o racismo no mundo todo, a Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Nelson Mandela, em São Paulo, lançou a seguinte pergunta em uma postagem nas redes sociais: “Crianças pequenas podem ter atitudes racistas?”.
Em meio à suspensão das aulas presenciais por conta da pandemia e aos protestos contra o racismo no mundo todo, a Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Nelson Mandela, em São Paulo, lançou a seguinte pergunta em uma postagem nas redes sociais: “Crianças pequenas podem ter atitudes racistas?”. A unidade é responsável pela reformulação, desde 2011, de seu projeto pedagógico para rever pequenas e grandes atitudes cotidianas que reforçavam o racismo.
A conclusão da equipe é de que, apesar de percepção de que crianças pequenas seriam incapazes de praticar atos discriminatórios, elas crescem “em uma sociedade estruturalmente racista e que reproduz essa lógica em diversos espaços e situações [do universo infantil]: na TV, na internet, nos brinquedos, filmes, desenhos e nas relações”.
Assim, as crianças podem, sem perceber, replicar essa mesma lógica em suas relações, dizem os educadores.


