Mestrando da UnB desenvolve ferramenta que ajuda no controle de aprendizagem de autistas
A convivência com seu filho autista, hoje com 12 anos, fez Ariomar da Luz Nogueira Filho viver de perto o processo do diagnóstico do autismo.
A convivência com seu filho autista, hoje com 12 anos, fez Ariomar da Luz Nogueira Filho viver de perto o processo do diagnóstico do autismo. “Eu verificava que, quando passava um desenho animado na televisão, meu filho raramente olhava para o personagem principal: ele ficava olhando outras partes das imagens, como figuras geométricas, por exemplo. Ele via televisão, mas não fixava o olhar nos personagens”, relembra, sobre como surgiu a ideia para o projeto.
Assim, inspirado na própria vida e também em sua experiência como professor da rede pública, Ariomar decidiu elaborar um estudo comportamental para ajudar no diagnóstico do autismo e determinar o nível do espectro do transtorno. Surgia o seu projeto de mestrado em Engenharia Biomédica Averiguação facial e análise do processamento holístico no transtorno do espectro do autismo (TEA).
Orientado pelo professor Gerardo Idrobo Pizo, e coorientado pelo professor Leandro Xavier Cardoso, ambos da Faculdade de Engenharia UnB/Gama (FGA), o trabalho propõe um sistema que usa câmeras de profundidade e algoritmos de inteligência para detectar a posição da pupila (o movimento dos olhos) de crianças de 5 a 12 anos, a fim de extrair parâmetros de seu olhar e avaliar o nível de atenção frente a uma situação controlada. A revisão é defender a dissertação em setembro.


